Justiça italiana barra extradição de Carla Zambelli ao Brasil
- Alexandre Ferreira
- 23 de mai.
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A Justiça da Itália negou nesta sexta-feira o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil e determinou sua libertação. A decisão da Suprema Corte de Cassação anulou entendimento anterior favorável ao STF e abriu nova disputa jurídica sobre o caso.

A Corte Suprema de Cassação da Itália, instância máxima do Judiciário italiano, decidiu rejeitar o pedido de extradição de Carla Zambelli ao Brasil. A decisão anulou o entendimento anterior da Corte de Apelação de Roma, que havia autorizado o envio da ex-deputada para cumprimento de pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo advogados da defesa, a Justiça italiana também determinou a libertação de Zambelli, presa desde julho de 2025 em Roma.
Defesa apontou falhas no processo
Durante o julgamento do recurso, os advogados de Carla Zambelli alegaram supostos vícios processuais na condenação determinada pelo STF. A defesa também questionou as condições do presídio feminino da Colmeia, no Distrito Federal, onde a ex-deputada cumpriria pena caso fosse extraditada. Segundo os advogados, a Corte italiana considerou inconsistências na decisão anterior favorável à extradição. O acórdão completo da decisão ainda não havia sido divulgado oficialmente.
Cidadania italiana esteve no centro do debate
A cidadania italiana de Carla Zambelli foi um dos principais argumentos usados pela defesa para tentar impedir sua extradição ao Brasil. Os advogados sustentaram que, por possuir dupla nacionalidade, ela deveria permanecer protegida pela legislação italiana. Em decisões anteriores, porém, a Justiça da Itália afirmou que a dupla cidadania não impediria automaticamente a extradição, destacando que a trajetória política e profissional da ex-deputada sempre esteve ligada ao Brasil.
Condenação no Brasil segue válida
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por participação na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. O STF também determinou a perda de seu mandato parlamentar após a condenação. Mesmo com a negativa da extradição pela Justiça italiana, a condenação brasileira continua válida. O caso ainda pode gerar novos desdobramentos diplomáticos e jurídicos entre os governos do Brasil e da Itália nos próximos meses



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