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Prefeito e vice de Estreito são cassados

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A Justiça Eleitoral determinou a cassação do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e da vice Irenilde Ribeiro, por abuso de poder político e econômico. A decisão também tornou o gestor inelegível por oito anos, mas ambos seguem nos cargos enquanto recorrem.

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito Léo Cunha e da vice Irenilde Ribeiro após análise de irregularidades na campanha eleitoral. A sentença foi assinada pelo juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral do TRE-MA. A medida também declarou o prefeito inelegível por oito anos, enquanto a vice permanece apta a disputar futuras eleições.


Irregularidades apontadas

Segundo a decisão, a campanha apresentou práticas como uso da máquina pública, distribuição de brindes e realização de eventos em período proibido. Entre os episódios citados está um comício em horário vedado, além do uso de bens públicos para promoção eleitoral. A Justiça Eleitoral entende que essas condutas comprometem a lisura do processo e justificam a cassação de mandato .


Casos específicos analisados

O juiz destacou situações concretas durante a campanha. Em um evento, uma criança leu discurso em nome dos candidatos, o que foi considerado irregular. Em outro caso, a entrega de uma ambulância foi transformada em ato político, com distribuição de alimentos e material de campanha. Após o período eleitoral, o veículo foi retirado, reforçando a suspeita de uso eleitoreiro da ação.


Situação atual e recursos

Apesar da cassação, Léo Cunha e Irenilde Ribeiro permanecem nos cargos, pois ainda podem recorrer a instâncias superiores. Em decisões desse tipo, a perda imediata do mandato pode ser suspensa até julgamento final. Outras ações no mesmo processo foram rejeitadas por falta de provas suficientes, conforme avaliação do magistrado.

 
 
 

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