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PF apreende helicóptero e carros de luxo em operação contra venda de sentenças no TJ-MA

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A Operação Inauditus, da Polícia Federal, revelou novos detalhes de um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. A ação apreendeu bens de alto valor, dinheiro em espécie e atingiu magistrados, assessores e empresários envolvidos.



A Polícia Federal deflagrou a Operação Inauditus para investigar a venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça e cumpriu mandados em vários estados. As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada para manipular julgamentos e favorecer interesses privados em processos de alto valor econômico, envolvendo diferentes agentes do sistema judicial.



Apreensões milionárias chamam atenção

O balanço da operação revela a dimensão financeira do esquema investigado. Foram apreendidos veículos de luxo avaliados em milhões, além de dinheiro em espécie, moedas estrangeiras e um helicóptero. Também foram recolhidas joias, celulares e mídias digitais que devem auxiliar na coleta de provas. Em outra frente, valores adicionais foram encontrados durante o cumprimento de mandados, reforçando indícios de movimentações ilícitas e ocultação de recursos.



Estrutura organizada e divisão de funções

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava com divisão clara de tarefas. Assessores e advogados atuavam como intermediários entre interessados e integrantes do Judiciário. Havia negociação de valores para decisões favoráveis, pagamentos em dinheiro e possível direcionamento de processos. As apurações começaram após delação premiada e indicam que decisões eram ajustadas conforme interesses econômicos envolvidos.



Investigados e medidas judiciais

Entre os investigados estão magistrados, assessores e empresários, com destaque para Lúcio Fernando Penha Ferreira, apontado como operador do esquema. A Justiça determinou prisão preventiva, afastamento de servidores e magistrados, além de bloqueio de bens que pode chegar a R$ 50 milhões. Os crimes investigados incluem corrupção e lavagem de dinheiro, com penas que podem alcançar até 42 anos de prisão.

 
 
 

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