top of page
Buscar

Ministros que criticam supersalários também receberam valores extras

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Seis dos dez ministros do STF receberam valores acima do teto do funcionalismo, fixado em R$ 46,3 mil. Os pagamentos, que somam cerca de R$ 2,8 milhões desde 2019, foram viabilizados por verbas extras, conhecidas como “penduricalhos”, e reacendem críticas sobre privilégios no Judiciário.

Levantamento recente aponta que seis ministros do Supremo Tribunal Federal receberam remunerações acima do teto constitucional mesmo já ocupando cargos na Corte. Entre os nomes citados estão Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. O caso gera desconforto porque o próprio STF julga medidas para limitar supersalários, colocando a Corte no centro do debate sobre privilégios institucionais.


Valores milionários acumulados

Desde 2019, os pagamentos extras somam aproximadamente R$ 2,8 milhões, segundo o levantamento. O maior beneficiário foi Alexandre de Moraes, que ultrapassou R$ 1 milhão em repasses ligados ao Ministério Público de São Paulo. Outros ministros também receberam quantias relevantes em momentos específicos, incluindo valores concentrados em meses isolados, o que elevou significativamente os rendimentos além do teto previsto.


Penduricalhos explicam os ganhos

Os valores acima do limite são explicados principalmente por verbas retroativas e indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”. Esses adicionais não entram no cálculo do teto constitucional e funcionam como complementos salariais. Na prática, permitem que servidores públicos recebam acima do limite legal, criando distorções e alimentando críticas sobre falta de transparência e controle nos pagamentos do setor público.


Decisões contra prática ampliam debate

O caso ganha mais repercussão porque alguns dos ministros citados já assinaram decisões contra supersalários. Flávio Dino e Gilmar Mendes, por exemplo, determinaram a suspensão de benefícios que extrapolam o teto, em iniciativas recentes para conter abusos. Até o momento, não houve manifestação oficial dos ministros sobre os valores recebidos, o que mantém o tema em evidência e reforça a pressão por mudanças estruturais.

 
 
 

Comentários


bottom of page