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Governo Lula bloqueia R$ 22,1 bilhões e mercado reage mal

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 46 minutos
  • 2 min de leitura

O governo federal anunciou um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 para evitar o rompimento das regras fiscais. A medida ocorreu após o aumento das despesas previdenciárias e do BPC, gerando críticas do mercado financeiro e tensão entre parlamentares e integrantes da base aliada.


O bloqueio foi confirmado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento após revisão das contas públicas. Segundo o governo, o crescimento das despesas com Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada obrigou a equipe econômica a congelar parte dos gastos discricionários. O novo corte se soma ao bloqueio anterior de R$ 1,6 bilhão, elevando a contenção total para R$ 23,7 bilhões no ano.



Mercado financeiro reagiu com preocupação

A decisão teve repercussão negativa no mercado financeiro, que voltou a demonstrar preocupação com o controle das contas públicas. Analistas apontaram que o crescimento acelerado das despesas obrigatórias aumenta a pressão sobre o arcabouço fiscal e reduz a margem para investimentos e programas do governo. O bloqueio também reacendeu críticas sobre a sustentabilidade das metas fiscais apresentadas pela equipe econômica.



Congresso teme impacto em emendas parlamentares

O congelamento de despesas também provocou reação no Congresso Nacional. Parlamentares demonstraram preocupação com possíveis cortes em emendas e investimentos federais previstos para os próximos meses. Segundo informações divulgadas após o anúncio, parte relevante do bloqueio deve atingir despesas não obrigatórias, incluindo recursos usados por ministérios e verbas direcionadas por deputados e senadores.



Governo tenta defender responsabilidade fiscal

Integrantes do governo afirmaram que a medida é necessária para manter o cumprimento das regras do arcabouço fiscal e evitar deterioração maior das contas públicas. O Ministério do Planejamento destacou que o aumento das despesas obrigatórias ocorreu principalmente após a redução da fila do INSS e crescimento dos gastos sociais. Mesmo assim, o anúncio ampliou o desgaste político e econômico do governo Lula nos últimos dias.

 
 
 

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