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Gaeco cumpre mandado em Timon em ação contra organização criminosa

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Maranhão, por meio do Gaeco, cumpriu mandado de busca em Timon nesta terça (28), dentro da Operação Evolution, que investiga um esquema de clonagem de veículos ligado ao Rio Grande do Norte. A ação apura fraude em sistemas oficiais e lavagem de carros de origem ilícita.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Maranhão, cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Timon. A ordem judicial foi expedida pelo Judiciário do Rio Grande do Norte e integra a Operação Evolution, coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. O alvo é um investigado potiguar residente na cidade maranhense.


Apreensões e investigação

Durante o cumprimento da medida, equipes recolheram aparelhos eletrônicos e documentos que agora passam por análise técnica. O material apreendido deve auxiliar no aprofundamento das investigações, especialmente na identificação de outros envolvidos e na extensão das fraudes. A atuação conjunta entre órgãos estaduais reforça o caráter interestadual da organização criminosa, que operava além dos limites de um único estado.


Como funcionava o esquema

As apurações indicam que o grupo utilizava inserção de dados falsos em sistemas do Detran do Rio Grande do Norte para legitimar veículos adulterados. O esquema contava com a participação de servidores públicos, além de despachantes e empresários. Uma empresa de fachada era usada para simular uma frota comercial e dar aparência legal aos veículos, permitindo a chamada “lavagem” de automóveis de origem criminosa.


Indícios e patrimônio incompatível

Entre 2017 e 2019, a empresa investigada adquiriu 29 veículos de luxo sem comprovação de atividade econômica compatível. Esse crescimento patrimonial levantou suspeitas e reforçou os indícios de práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro e fraude documental. O caso segue sob investigação, com possibilidade de novas medidas judiciais e responsabilização dos envolvidos conforme o avanço das análises.

 
 
 
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