Após ser declarada morta por erro, maranhense luta para conseguir atendimento médico no Maranhão
- Alexandre Ferreira
- há 20 horas
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Após ser declarada morta por engano no sistema de saúde, uma maranhense de 53 anos enfrenta dificuldades para conseguir atendimento médico no Maranhão. O caso revela falhas no cadastro do SUS e levanta questionamentos sobre a segurança e atualização dos dados dos pacientes.

A maranhense Maria José Teixeira Marques, de 53 anos, enfrenta uma situação incomum e preocupante: mesmo estando viva, foi registrada como morta no sistema da rede estadual de saúde. O erro impede que ela tenha acesso a serviços básicos, como marcação de consultas e exames. A inconsistência foi descoberta há cerca de um mês, quando tentou atendimento e foi informada de que seu CPF constava como inativo por óbito. Desde então, ela não consegue utilizar o sistema público de saúde.
Impactos diretos na saúde
A falha ocorre em um momento delicado, já que Maria José precisa de acompanhamento médico frequente devido ao agravamento de problemas de saúde. Sem conseguir atendimento regular, sua condição pode piorar. Antes disso, ela havia passado anos fora do estado, utilizando apenas serviços emergenciais. Agora, ao retornar e depender da rede pública, encontrou o bloqueio causado pelo erro. A situação mostra como falhas administrativas podem afetar diretamente a vida e o bem-estar dos pacientes.
Indícios de inconsistência no sistema
Segundo relatos, o registro de óbito teria sido feito em março de 2023, sem explicação sobre local ou causa da morte. Além disso, foram identificados agendamentos médicos em seu nome durante o período em que ela morava fora do estado, o que levanta suspeitas sobre o uso indevido de seus dados. A Defensoria Pública apontou que, na Receita Federal, o CPF da paciente permanece ativo, indicando que o problema está restrito ao sistema estadual de saúde.
Busca por solução e responsabilização
Diante da falta de solução, a família registrou um boletim de ocorrência e acionou a Defensoria Pública. A orientação oficial é que casos como esse sejam corrigidos administrativamente nas unidades de saúde, que têm autonomia para ajustar o cadastro. No entanto, até o momento, o problema persiste. O caso evidencia a necessidade de maior controle e integração de dados nos sistemas públicos, para evitar erros que podem comprometer direitos básicos como o acesso à saúde.



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