De Jackson a Braide: A História Política de São Luís que Parece se Repetir
- Alexandre Ferreira
- há 2 horas
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A política do Maranhão e de São Luís em 2026 lembra o quadro de 2002, quando o prefeito Jackson Lago deixou o mandato para disputar o governo do estado e seu vice assumiu com força própria. Hoje, a vice-prefeita Esmênia Miranda enfrenta um cenário semelhante se o prefeito Eduardo Braide sair para concorrer ao governo.

Em 2002, o então prefeito de São Luís, Jackson Lago, deixou o cargo no meio do mandato para disputar o governo do Maranhão, estratégia que gerou forte mobilização política em toda a capital. Jackson tinha alta popularidade e a construção da sua candidatura começou ainda na escolha do vice-prefeito, visando manter influência na prefeitura enquanto disputava o Governo do Estado.
Da sucessão de Jackson à ascensão de Tadeu Palácio
O vice de Jackson, Tadeu Palácio, assumiu a prefeitura com a missão de gerir a cidade sem ofuscar o projeto político do grupo, mas com espaço para construir sua própria identidade no comando da gestão. Palácio promoveu mudanças importantes na cidade para consolidar popularidade, como melhorias no transporte e ações educacionais, se fortalecendo para a eleição de 2004.
O cenário político atual de São Luís e o paralelismo de 2026
No processo eleitoral de 2026, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), desponta como candidato ao governo do estado com vantagem em pesquisas, cenário que pode levar sua vice-prefeita, Esmênia Miranda (PSD), a assumir a prefeitura se ele deixar o cargo para concorrer.
Desafios e oportunidades para Esmênia Miranda
Para romper com a sombra de Braide e evitar perder força política, Esmênia precisaria criar uma marca própria e fortalecer sua gestão rapidamente ao assumir a prefeitura. Assim como Tadeu Palácio construiu sua visibilidade após assumir em 2002, Esmênia Miranda teria que atacar pontos fracos da gestão anterior e consolidar sua base para disputar a reeleição em 2028.



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