CGU ouvirá informante em investigação que cita Lulinha e o “Careca do INSS”
- Alexandre Ferreira
- há 44 minutos
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A Controladoria-Geral da União deve ouvir nos próximos dias um informante da Polícia Federal que apresentou relatos envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes. A investigação apura possíveis influências sobre órgãos federais ligados à saúde.

A Controladoria-Geral da União abriu uma apuração para investigar possíveis irregularidades relacionadas à atuação da empresa World Cannabis junto a órgãos públicos federais. Como parte do procedimento, o órgão deverá ouvir um informante que prestou declarações à Polícia Federal sobre supostos vínculos entre o empresário Fábio Luís Lula da Silva e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes. O depoimento é considerado uma das etapas da investigação administrativa instaurada para reunir informações e verificar a existência de eventuais irregularidades envolvendo interesses empresariais no setor de saúde.
Mercado de cannabis medicinal está no centro da apuração
Segundo informações que integram o procedimento, a investigação busca esclarecer possíveis tentativas de influência em decisões relacionadas ao mercado de cannabis medicinal. Entre os temas analisados estão processos administrativos e discussões regulatórias envolvendo órgãos federais. O relato apresentado à Polícia Federal menciona supostos pagamentos e articulações voltadas à obtenção de acesso a instituições públicas. Até o momento, as informações estão sendo tratadas como objeto de investigação e não representam conclusão definitiva sobre a responsabilidade de qualquer pessoa citada nos autos.
Empresa e atuação junto a órgãos federais são analisadas
A empresa World Cannabis, ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, é um dos focos centrais da apuração. O procedimento da CGU examina possíveis influências em processos relacionados à regulamentação do setor, incluindo discussões sobre normas sanitárias e a atuação de servidores públicos. Entre os pontos investigados estão eventuais interferências em decisões administrativas, contatos com órgãos federais e movimentações voltadas ao mercado de cannabis medicinal. A Controladoria informou que não comenta investigações em andamento para preservar o trabalho de apuração.
Defesa nega irregularidades e investigação segue em curso
A defesa de Lulinha afirmou que o empresário não possui envolvimento com os fatos investigados e negou qualquer irregularidade. O caso teve origem em desdobramentos de investigações relacionadas a supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social e passou a ser acompanhado pela Controladoria-Geral da União após determinação do ministro André Mendonça. Além disso, a investigação também analisa a atuação da empresária Roberta Luchsinger, mencionada nos autos por sua relação profissional com a empresa investigada. O procedimento permanece em fase de coleta de informações.