PF mira escritórios de advocacia no Maranhão por falsificação de documentos para fraudar previdência
- Alexandre Ferreira
- há 2 horas
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A Polícia Federal deflagrou a operação Dolo Rural no Maranhão para combater fraudes contra o INSS. A ação cumpriu mandados em dois estados e revelou esquema com uso de documentos falsos para obtenção indevida de benefícios, gerando prejuízo estimado em milhares de reais.

A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (29), a operação Dolo Rural com foco no combate a crimes contra o sistema previdenciário. A ação integra a Força-Tarefa Previdenciária, envolvendo também órgãos do Ministério da Previdência Social. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, com a participação de 31 policiais federais. A operação ocorreu em cidades do Maranhão e do Ceará, com acompanhamento de representantes da OAB durante as diligências.
MANDADOS E MEDIDAS JUDICIAIS
As ordens judiciais foram executadas nos municípios de São Mateus do Maranhão e São Bernardo, além de Fortaleza, Eusébio e Baturité. A Justiça Federal autorizou medidas cautelares relevantes, incluindo quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal dos investigados. Também foi determinado o arresto de bens, como forma de garantir possível ressarcimento aos cofres públicos. Esse tipo de medida é comum em investigações que envolvem prejuízos ao INSS.
ESQUEMA ENVOLVIA DOCUMENTOS FALSOS
Segundo a investigação, o grupo criminoso seria composto por escritórios de advocacia responsáveis pela produção de documentos falsos, tanto material quanto ideologicamente. Esses documentos utilizavam dados reais de propriedades rurais para simular vínculos e justificar pedidos de benefícios. A prática teria possibilitado a concessão irregular de aposentadorias, salário-maternidade e pensões por morte, configurando fraude estruturada contra o sistema previdenciário.
PREJUÍZO E POSSÍVEIS CRIMES
A Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social estima que ao menos 35 benefícios foram concedidos irregularmente, gerando prejuízo de cerca de R$ 670 mil. A economia projetada com a suspensão desses pagamentos pode chegar a R$ 4,1 milhões, considerando a expectativa de sobrevida do IBGE. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por estelionato contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documentos públicos.



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