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Advogado é condenado no MA por desviar dinheiro de idosos e indígenas

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A Justiça do Maranhão condenou o advogado Wender Lima de Lima a sete anos e quatro meses de prisão em regime fechado por apropriação indébita majorada. Segundo o Ministério Público, ele desviou recursos de 25 clientes vulneráveis, incluindo idosos, indígenas e analfabetos, além de apresentar documentos falsos para tentar dificultar as investigações.

A Vara da Comarca de Arame condenou o advogado Wender Lima de Lima pelos crimes de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão, falsidade ideológica e fraude processual qualificada. A sentença foi assinada pelo juiz Calleb Mariano Ribeiro após denúncia apresentada pelo promotor Felipe Augusto Rotondo, do Ministério Público do Maranhão. Além da pena de sete anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado, o réu recebeu mais 11 meses de detenção e terá de pagar R$ 207,8 mil em reparação às vítimas.


Desvios envolveram 25 alvarás judiciais

Segundo as investigações do Ministério Público, o advogado utilizava sua atuação profissional para sacar valores referentes a 25 alvarás judiciais e acordos homologados pela Justiça. Entre as vítimas estavam idosos, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara, considerados em situação de hipervulnerabilidade. As apurações apontam que os recursos eram retirados em espécie ou transferidos diretamente para contas pessoais do acusado, sem qualquer repasse aos clientes beneficiários das ações judiciais.


Documentos falsos teriam sido usados

O MPMA sustentou ainda que, após ser notificado sobre as denúncias, o advogado tentou dificultar o andamento das investigações. Conforme a acusação, ele apresentou oito “Termos de Adimplemento” considerados ideologicamente falsos para demonstrar uma suposta quitação dos valores devidos às vítimas. Testemunhas relataram que assinaram folhas em branco sob a justificativa de que os papéis seriam apenas protocolos relacionados a procedimentos adotados durante a pandemia, mas os documentos teriam sido preenchidos posteriormente com informações falsas.


Ministério Público destacou proteção às vítimas

O promotor Felipe Augusto Rotondo afirmou que a atuação do Ministério Público priorizou não apenas a responsabilização criminal do acusado, mas também a proteção das vítimas diante da gravidade do caso. Segundo ele, a instituição buscou evitar a revitimização das pessoas lesadas e preservar sua integridade física, social e psicológica. A decisão judicial ainda cabe recurso. O caso ganhou repercussão no Maranhão pela quantidade de vítimas envolvidas e pelo perfil vulnerável dos clientes prejudicados pelo esquema investigado pelas autoridades.

 
 
 

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