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Vacinação em Alerta: Brasil Enfrenta Desafios para Evitar Retorno de Doenças como Sarampo e Poliomielite

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 30 de out.
  • 2 min de leitura

Em 2025, o Brasil enfrenta um desafio crítico na vacinação: apesar de avanços, doenças como sarampo e poliomielite ameaçam retornar devido a baixas coberturas vacinais, especialmente em estados como o Maranhão.


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Sarampo, poliomielite, rubéola: a falta de vigilância pode levar ao retorno dessas doenças. Apesar dos avanços na vacinação no Brasil desde 2023, a realidade de 2025 exige atenção. Embora a cobertura vacinal tenha melhorado em algumas áreas, o país ainda enfrenta índices preocupantes em outras, o que demanda cuidados adicionais para prevenir o ressurgimento de doenças já controladas.


Avanços e Desafios na Vacinação


Iniciativas como a vacinação em escolas mostraram resultados positivos nos últimos dois anos, com um aumento na cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário infantil, impulsionado pelo Movimento Nacional pela Vacinação, do Ministério da Saúde. No entanto, o Anuário VacinaBR, produzido pelo Instituto Questão de Ciência (IQC) em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que a situação ainda é crítica, com esquemas vacinais incompletos e disparidades entre estados e municípios.


Situação no Maranhão


O Maranhão é o estado do Nordeste com a menor cobertura vacinal contra sarampo, caxumba e rubéola, com apenas 81,1% das crianças imunizadas, bem abaixo da média nacional de 95%. A situação é ainda mais preocupante, pois apenas 33,8% das crianças retornaram para a dose de reforço, essencial para a completa imunização. Em relação à febre amarela, o estado ocupa a 5ª posição no Nordeste, com 66,5% da população imunizada.


“A diferença regional é marcante: enquanto o Ceará apresenta cobertura superior a 59% em certos esquemas, estados como Acre e Espírito Santo estão bem abaixo da meta”, analisa Mara Izabel Carneiro, enfermeira e professora do Idomed São Luís.


Causas da Queda nas Taxas de Vacinação


A baixa adesão à vacinação é atribuída à ausência da população nos postos de saúde, à desinformação que compromete a confiança e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. “Além disso, o abandono de esquemas vacinais, especialmente as vacinas que exigem múltiplas doses, agrava o problema”, destaca a enfermeira.


Riscos do Não Cumprimento das Metas


As consequências do não cumprimento das metas vacinais incluem o retorno de doenças que já haviam sido eliminadas. “Casos de sarampo foram notificados novamente após 2018, resultando na perda do certificado de eliminação da doença. A poliomielite continua erradicada, mas o risco de reintrodução é alto, especialmente com a cobertura abaixo de 80% em vários estados”, ressalta Mara. No Maranhão, a cobertura para poliomielite é de 91,6%, mas cai para 55,6% na segunda dose de reforço.


Necessidade de Ações Focadas


Em 2023, a varicela registrou o menor índice desde sua introdução, com apenas 3% da população em municípios que atingiram a meta. A tríplice viral apresentou taxas de abandono superiores a 50% em alguns estados, e a poliomielite caiu cerca de 20% em uma década, passando de 96% em 2012 para 77% em 2022.


Para reverter esse cenário, é fundamental focar nas deficiências que ainda persistem. “Embora a vacinação no Brasil esteja avançando, enfrentar a hesitação vacinal, ampliar o acesso em áreas remotas e recuperar a confiança pública são desafios cruciais para que o país alcance novamente as coberturas ideais e garanta a proteção coletiva”, conclui Mara.


 
 
 

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