Sônia Guajajara é internada em UTI em São Paulo
- Alexandre Ferreira
- 22 de mar.
- 2 min de leitura
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, foi internada em uma UTI em São Paulo após apresentar sintomas de infecção. Apesar do quadro inicial, ela evolui de forma estável, segue em observação e passa por exames médicos enquanto mantém agenda política em transição.

A ministra Sônia Guajajara foi internada na Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração, em São Paulo, após apresentar febre alta, dor abdominal e mal-estar. O quadro levantou suspeita de infecção, levando à necessidade de acompanhamento intensivo e exames complementares. Segundo informações divulgadas por sua equipe, a internação ocorreu de forma preventiva para investigação detalhada do estado de saúde, evitando agravamentos e garantindo suporte médico adequado desde o início do atendimento hospitalar.
Evolução e acompanhamento médico
Apesar da gravidade inicial que levou à internação em UTI, a ministra apresenta evolução considerada favorável pelos médicos. Ela permanece estável, com melhora dos sintomas e sinais vitais controlados, embora ainda sem previsão de alta. O acompanhamento está sendo realizado por especialistas, incluindo um cardiologista e um infectologista, que monitoram o caso de forma contínua. A permanência em observação visa assegurar que o quadro infeccioso seja totalmente identificado e tratado antes de qualquer liberação hospitalar.
Contexto político e saída do cargo
A internação ocorre em um momento de transição na carreira política de Sônia Guajajara. Recentemente, ela anunciou que deixará o comando do Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. A saída está prevista para o fim de março, com substituição interina já definida. Mesmo diante da situação de saúde, o planejamento político segue mantido, embora possa sofrer ajustes dependendo da recuperação e das orientações médicas nas próximas semanas.
Legado e desafios no ministério
À frente do ministério desde 2023, Guajajara destacou como principal legado a retomada da demarcação de terras indígenas e a retirada de invasores. Ela também enfatizou o avanço na centralidade da pauta indígena dentro do governo federal. Entre os desafios, citou conflitos institucionais envolvendo o marco temporal, tema que divide decisões entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Sua gestão marcou um período de maior visibilidade para os direitos indígenas no país, com avanços e impasses relevantes.



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