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Sustentabilidade e Inclusão Social: Aldo Rebello e Denise Hills Defendem Sociobiodiversidade no Brasil

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 22 de jul.
  • 3 min de leitura

A abertura do evento "Transformar Juntos", em São Luís (MA), reuniu especialistas em sustentabilidade para discutir a importância da inclusão social no desenvolvimento sustentável, destacando a sociobiodiversidade como chave para conciliar justiça social e proteção ambiental.


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A defesa da sociobiodiversidade como modelo de desenvolvimento sustentável, que une justiça social, proteção ambiental e soberania nacional, foi o tema central da abertura do evento "Transformar Juntos", promovido pelo Sebrae em São Luís (MA). O painel inaugural contou com a presença de Aldo Rebello e Denise Hills, duas importantes vozes brasileiras nos debates sobre ESG, meio ambiente e desenvolvimento inclusivo. A mediação ficou a cargo de Deives Picáz, do Pacto Global da ONU, com a participação especial do ator e ativista ambiental Mateus Solano.


Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades


Durante o painel, intitulado "Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades", foram feitas reflexões sobre o papel do Brasil na transição para uma economia mais verde, justa e soberana. As apresentações enfatizaram que a verdadeira sustentabilidade não pode existir sem inclusão social e a criação de oportunidades para todos.


Desenvolvimento com Justiça Social, Produção e Soberania


Aldo Rebello, jornalista, escritor e ex-ministro de Estado, ressaltou que o Brasil possui um dos marcos regulatórios ambientais mais avançados do mundo, o Código Florestal Brasileiro. Ele argumentou que é possível proteger o meio ambiente sem comprometer a produção e sem excluir a população do desenvolvimento. Rebello criticou as contradições da Amazônia Legal, afirmando que não é aceitável que a região, rica em reservas naturais, tenha os piores indicadores sociais do país. Para ele, a falta de água tratada, eletricidade e infraestrutura básica é uma omissão diante da desigualdade.


Rebello destacou que a Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros, apresenta uma situação paradoxal: riqueza natural coexistindo com baixos índices de desenvolvimento e qualidade de vida. Ele defendeu que utilizar a riqueza natural para promover qualidade de vida é não apenas legítimo, mas essencial. O ex-ministro criticou o que chamou de "dois blocos ambientais", que, segundo ele, limitam o crescimento dos países em desenvolvimento em nome da preservação ambiental, perpetuando desigualdades globais.


Ele concluiu afirmando que a sociobiodiversidade é a forma mais sustentável de desenvolvimento, pois combina a proteção da natureza com a valorização das pessoas. Para Rebello, é fundamental garantir acesso à infraestrutura, educação e empregos dignos nas regiões ricas em recursos naturais. Ele defendeu a utilização de novas tecnologias para beneficiar as comunidades, enfatizando que profissionais como engenheiros ambientais devem contribuir para o desenvolvimento responsável, e não para a proibição de atividades econômicas.


Sociobiodiversidade: A Única Via Sustentável com Desenvolvimento e Inclusão Social


Denise Hills, referência internacional em sustentabilidade e ex-presidente da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, endossou as ideias de Rebello, afirmando que o modelo de desenvolvimento deve ser baseado na sociobiodiversidade. Para ela, não há sustentabilidade que exclua as pessoas. Com uma vasta experiência em finanças de impacto, Denise destacou que o mercado já reconhece a agenda ESG como uma escolha estratégica de competitividade. Ela observou que os consumidores estão cada vez mais exigentes e que o futuro pertence àqueles que utilizarem inovação e tecnologia para promover melhorias nas vidas das populações vulneráveis.


Denise citou a Natura como um exemplo de como as empresas podem melhorar a vida das comunidades ao mesmo tempo em que respeitam o meio ambiente. Ela compartilhou uma experiência na Amazônia, onde a parceria entre a empresa e as comunidades resultou em um manejo sustentável da floresta, aumentando significativamente a renda dos produtores locais.


A ex-presidente da Rede Brasil do Pacto Global enfatizou que não existe um modelo de desenvolvimento justo que ignore as questões sociais e a qualidade de vida das pessoas. Ela defendeu a necessidade de um desenvolvimento que inclua todos, sem deixar ninguém para trás, e destacou que a vulnerabilidade social também afeta a natureza.


Denise concluiu que a agenda ESG é uma escolha por competitividade, que deve incluir o equilíbrio social. Para ela, negócios lucrativos devem ser sustentáveis, e o futuro competitivo será daqueles que utilizarem tecnologias e inovações para melhorar a qualidade de vida das populações vulneráveis, encarando o meio ambiente como um aliado.


Um Novo Pacto entre Natureza e Sociedade


Aldo Rebello e Denise Hills, ambos reconhecidos no cenário ambiental e da sustentabilidade corporativa, concordaram que o Brasil tem condições únicas para liderar um modelo de desenvolvimento baseado na sociobiodiversidade. Esse modelo valoriza as comunidades tradicionais, promove inclusão produtiva e garante a preservação dos biomas por meio do uso consciente das riquezas naturais. Os especialistas alertaram que o desenvolvimento brasileiro deve ser justo, inclusivo e ambientalmente responsável para ser verdadeiramente sustentável.


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