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STF Reafirma Direito de Negar Transfusão de Sangue por Motivos Religiosos, Apoiando Testemunhas de Jeová

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 18 de ago.
  • 2 min de leitura

O STF reafirma o direito de pacientes, incluindo Testemunhas de Jeová, de recusarem transfusões de sangue por motivos religiosos, em decisão com repercussão geral, após recurso do CFM.


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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as pessoas podem recusar transfusões de sangue por motivos religiosos. Essa decisão veio após o Conselho Federal de Medicina tentar reverter uma vitória das Testemunhas de Jeová. O julgamento rolou no plenário virtual e teve o apoio de ministros como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A maioria dos ministros vai ser confirmada se não houver pedido de vista ou destaque. Essa decisão vale pra todo o Brasil e deve ser seguida por todos os tribunais.


Direito à Recusa


Em setembro de 2024, o STF já tinha decidido que os cidadãos têm o direito de recusar tratamentos médicos por questões religiosas. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, não aceitam transfusões de sangue. A decisão do Supremo deixou claro que essa recusa precisa ser feita de forma livre e informada pelo paciente. Além disso, se houver alternativas viáveis, a equipe médica pode realizar procedimentos que não envolvam transfusões, desde que o paciente concorde.



Oposição do CFM


O Conselho Federal de Medicina não ficou satisfeito com a decisão e recorreu, alegando que o STF não explicou o que fazer em casos em que o paciente não pode dar consentimento. Eles queriam mais clareza sobre situações de risco iminente de morte. Dois casos foram analisados: uma mulher de Maceió que não quis transfusão para cirurgia cardíaca e uma paciente do Amazonas que pediu uma cirurgia em outro estado, sem transfusão, com custeio da União.


Voto do Relator


Gilmar Mendes, relator do caso, disse que as preocupações levantadas pelo CFM já tinham sido abordadas no julgamento. Ele ressaltou que, em situações críticas, os profissionais de saúde devem agir com responsabilidade, usando técnicas que respeitem a fé do paciente. O STF reafirma, assim, a importância da autonomia do paciente em decidir sobre seu tratamento, respeitando suas crenças e valores. A decisão é um marco importante na discussão sobre direitos e saúde no Brasil.


 
 
 

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