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STF Investiga Lei do Maranhão sobre Gás Canalizado: Abpip Alega Invasão de Competência da União

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 8 de ago.
  • 2 min de leitura

O ministro Edson Fachin, do STF, requisitou informações sobre a Lei 12.505/2025 do Maranhão, que regula a distribuição de gás canalizado, em resposta a uma ação da Abpip que alega invasão de competência da União.


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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), está em cima da questão da Lei Estadual 12.505/2025, que regula a distribuição de gás canalizado no Maranhão. Ele pediu informações à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) e ao governador Carlos Brandão (PSB) após a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). A Abpip alega que a lei estadual invade a competência da União ao legislar sobre o gás.


Ação da Abpip


A Abpip argumenta que o Maranhão ultrapassou os limites ao criar regras sobre a comercialização de gás para consumidores livres e o transporte por modais alternativos aos dutos. Segundo a associação, cerca de 30 artigos da nova lei estão em desacordo com as normas federais, o que pode criar barreiras desnecessárias para o mercado. Entre os pontos criticados estão as exigências para a venda de gás e as limitações para o armazenamento e transporte de gás natural comprimido (GNC) e liquefeito (GNL).


Impacto no mercado de gás


A associação também alerta que essa legislação pode travar o desenvolvimento do mercado de gás no Brasil, principalmente no Maranhão. O estado é conhecido por abrigar a Bacia de Parnaíba, a segunda maior reserva terrestre do país, além de projetos como o "Corredor Verde". Esse projeto visa transportar GNL de Santos (SP) até São Luís (MA) com um investimento previsto de R$ 5,7 bilhões, e a nova lei pode complicar esse cenário.


Solicitação de manifestações


Fachin não parou por aí e também pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) se manifestem sobre o assunto em até cinco dias. A expectativa é que esses órgãos tragam suas considerações para que a situação seja analisada de forma mais ampla. O caso promete movimentar o debate sobre a regulação do setor de gás no Maranhão e suas implicações para o mercado nacional.


 
 
 

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