STF endurece combate aos “penduricalhos” no Judiciário
- Alexandre Ferreira
- há 39 minutos
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O STF ampliou o cerco aos chamados “penduricalhos” no Judiciário e proibiu novas manobras administrativas usadas para elevar salários acima do teto constitucional. A decisão também obriga tribunais a concentrarem todos os pagamentos em um único contracheque transparente.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes publicaram uma nova decisão conjunta endurecendo as regras contra pagamentos acima do teto constitucional no Judiciário. O despacho amplia o controle sobre benefícios e gratificações usados para elevar vencimentos de magistrados e servidores. A medida reforça entendimento já firmado pela Corte para impedir distorções salariais e práticas consideradas incompatíveis com a responsabilidade fiscal e a transparência pública.
Manobras administrativas foram vetadas
Entre os mecanismos barrados pelo STF estão reclassificações de cargos, mudanças de comarcas e gratificações por acúmulo de funções. Segundo os ministros, essas práticas vinham sendo usadas como forma indireta de contornar os limites constitucionais de remuneração. A decisão também impede a criação de novas vantagens por atos administrativos locais, reforçando que apenas normas nacionais poderão regulamentar verbas indenizatórias dentro do sistema de Justiça brasileiro.
Contracheque único amplia transparência
Outro ponto central da decisão determina que todos os pagamentos feitos a integrantes do Judiciário apareçam em um único contracheque. O objetivo é evitar divisões artificiais entre salário e benefícios extras, prática que dificultava a fiscalização dos valores efetivamente recebidos. O STF também ordenou que os dados divulgados coincidam integralmente com as informações apresentadas nos Portais da Transparência, permitindo maior controle social sobre os gastos públicos.
Corte quer uniformizar regras no país
Os ministros afirmaram que o modelo definido pelo Supremo busca impedir sucessivas tentativas de equiparação salarial entre órgãos diferentes do sistema de Justiça. A avaliação da Corte é de que a proliferação de benefícios locais criou distorções e aumentou os gastos públicos com supersalários. A decisão fortalece o papel do CNJ e do CNMP na regulamentação das verbas indenizatórias e sinaliza uma ofensiva mais rígida contra os chamados “penduricalhos” em todo o país.



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