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STF aprova aumento de R$ 72 milhões em segurança; orçamento total para 2026 chega a R$ 1 bilhão

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 8 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Em meio ao aumento das hostilidades, o STF aprovou um orçamento de R$ 1 bilhão para 2026, com R$ 72 milhões destinados à segurança de seus ministros, justificando o gasto pela escalada de tensões políticas.


O gasto com segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vai aumentar para R$ 72 milhões em 2026. Na sessão do dia 7, o plenário aprovou uma proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para o próximo ano, um aumento de R$ 47 milhões em relação ao orçamento de 2025. O STF, que conta com apenas 11 ministros, diz que esse aumento se deve à necessidade de reforçar a segurança da sede e dos ministros.


Justificativa do Presidente do STF


O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, defendeu que o aumento nas hostilidades contra o tribunal justifica esse investimento em segurança. Ele afirma que o risco à segurança aumentou, o que torna necessário investir em infraestrutura, tecnologia e pessoal, tanto servidores quanto terceirizados. Essa proposta será enviada ao governo de Lula (PT) para integrar o Projeto de Lei Orçamentária Anual, que precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.


Fatores Externos e Tensão Política


Barroso destacou que esse aumento no orçamento é resultado de "fatores externos". Ele se refere à crescente tensão em torno de julgamentos de réus acusados de crimes relacionados à tentativa de golpe contra a eleição de Lula. Entre os denunciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta processos sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O clima de hostilidade é palpável, com protestos nas ruas e pedidos de impeachment contra Moraes, que também sofreu sanções dos Estados Unidos.


Danos e Prejuízos em Brasília


O STF tenta justificar o orçamento inflado de 2026 evocando o fantasma dos atos de 8 de janeiro de 2023 e o prejuízo estimado de R$ 8,6 milhões com depredações. No entanto, esse episódio ocorreu há mais de dois anos e já foi amplamente reparado, o que levanta a dúvida se não se está usando um fato passado como argumento permanente para manter e ampliar gastos. A proposta de R$ 1 bilhão, com R$ 72 milhões só para segurança de 11 ministros, soa desproporcional num país onde o próprio Judiciário enfrenta críticas por seus custos elevados e por uma distância crescente da realidade vivida pela maioria da população.


 
 
 

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