TÁ CERTO ISSO? Vice-presidente do PT afirma que BOPE "só matou bandido" na megaoperação
- Alexandre Ferreira
- 3 de dez.
- 2 min de leitura
Durante seminário sobre segurança pública, Washington Quaquá, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou apoio à recente megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), afirmando que a polícia “só matou otário, vagabundo, bandido”. A fala provocou mal-estar e críticas entre militantes presentes.

Em 28 de outubro de 2025, o Estado do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão — considerada a mais letal da história do estado. Foram contabilizadas 122 mortes, entre civis e policiais, além de prisões e apreensões de armas. O objetivo declarado era atingir integrantes do Comando Vermelho, facção criminosa que domina várias comunidades da zona norte.
Declarações de Washington Quaquá
Durante o seminário, Quaquá afirmou que a atuação da polícia — especialmente do BOPE — estava correta: “É óbvio que a polícia do Rio, o Bope, só matou ali otário, vagabundo, bandido.” Questionado se havia trabalhadores entre os mortos, ele respondeu que não: “Tudo bandido.”
Reações e Repercussão
A declaração provocou protestos imediatos na plateia — militantes gritaram “mentira” e contestaram a afirmação de que todos os mortos eram criminosos. O posicionamento de Quaquá marca uma dissidência dentro do próprio PT, partido que oficialmente classificou a ação como uma “matança”. A controvérsia reacende o debate sobre violência policial, direitos humanos e o uso da força em operações contra facções, com forte polarização interna.
Implicações Políticas e Sociais
A posição firme de Quaquá fortalece um segmento do PT que defende ações mais enérgicas contra facções, ampliando o debate interno sobre estratégias de segurança pública. A retórica adotada pode consolidar apoio entre eleitores que priorizam enfrentamento direto ao crime organizado. No plano social, a fala reforça a expectativa de recuperação de territórios dominados por facções e transmite a mensagem de que o Estado está disposto a retomar o controle de áreas críticas. Para a segurança pública, o posicionamento indica alinhamento com operações de alto impacto dirigidas a estruturas criminosas, estimulando políticas de resposta rápida diante de organizações violentas.



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