QUEM DIRIA? Prisão de Bolsonaro gera preocupação ao governo Lula
- Alexandre Ferreira
- 17 de nov.
- 2 min de leitura
O Supremo Tribunal Federal prepara-se para emitir ordem de prisão de Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda, e o Palácio do Planalto está em alerta: a movimentação pode complicar a indicação de Jorge Messias ao STF, prevista para esse mesmo período, e gerar forte tensão política no Senado Federal.

Ministros e assessores do Palácio do Planalto passaram a acompanhar com preocupação os desdobramentos da ação do STF sobre Jair Bolsonaro. O governo acredita que a ordem para que Bolsonaro cumpra pena no Complexo da Papuda deve sair entre o fim de novembro e o início de dezembro. A antecipação desse movimento interfere diretamente no calendário político, afetando articulações na indicação de Jorge Messias para o STF.
A indicação de Jorge Messias e o Senado
Jorge Messias, atual advogado-geral da União, aparece como favorito para assumir vaga na Corte, mas enfrenta resistência no Senado. Fontes indicam que senadores já enviaram sinais de alerta quanto à aprovação, caso a prisão de Bolsonaro ocorra simultaneamente. O governo teme que o ambiente de tensão no Senado comprometa o apoio necessário para sua sabatina.
O possível impacto político da prisão
A iminente execução da pena de Bolsonaro, após a rejeição de recursos no STF, gera apreensão quanto ao impacto residual no cenário político. O receio é que o momento acompanhe uma ofensiva contraditória: um ex-presidente sendo preso ao mesmo tempo em que o governo tenta coletar apoio para a indicação de um aliado ao STF — o que pode trazer desgaste e polarização no Senado.
O cronograma que preocupa
O cronograma preocupa o governo: a indicação de Messias depende de aprovação no Senado, e o governo estima que a prisão de Bolsonaro deve se dar entre fim de novembro e início de dezembro. Caso as datas coincidam ou fiquem muito próximas, a expectativa é de que o governo enfrente um desgaste político acentuado, com o Senado sob forte pressão, podendo adiar ou sabotar votos favoráveis a Messias.



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