PT solicita cassação de Eduardo Bolsonaro
- Alexandre Ferreira
- 21 de jul.
- 2 min de leitura
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, solicitou a suspensão do mandato de Eduardo Bolsonaro, alegando que o deputado utilizou licença para promover atividades políticas no exterior, desrespeitando normas éticas.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, tomou uma atitude polêmica nesta segunda-feira (21). Ele pediu a suspensão do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro e o bloqueio de todos os seus salários e verbas. A justificativa é que Eduardo estava de licença de 120 dias e, durante esse tempo, ficou fora do Brasil, atuando politicamente nos Estados Unidos. A licença dele terminou no último domingo, dia 20 de julho, e Lindbergh não deixou barato.
Atividades no Exterior
Farias alegou que, mesmo de licença, Eduardo Bolsonaro não ficou quieto. Ele usou seu título de deputado para fazer campanhas que criticam o Brasil enquanto estava no exterior. Segundo Lindbergh, isso é um abuso da "imunidade simbólica" que os parlamentares têm. O deputado estaria atacando o Supremo Tribunal Federal e o governo brasileiro, tudo isso enquanto deveria estar fora da política nacional.
Representações no Conselho de Ética
O pedido de Lindbergh não é à toa. O documento que ele apresentou menciona que essa atuação de Eduardo gerou duas representações no Conselho de Ética da Câmara. As denúncias foram feitas em 25 de maio e 11 de julho de 2025, e pedem a cassação do mandato do deputado. As acusações são sérias: violação ao decoro parlamentar, traição à soberania nacional e abuso das prerrogativas constitucionais.
Resposta de Eduardo Bolsonaro
Até o momento, a Agência Câmara não conseguiu falar com a assessoria de Eduardo Bolsonaro para ouvir o lado dele. A situação está tensa e promete trazer mais desdobramentos. A pressão em cima do deputado pode aumentar, e a discussão sobre o papel dos parlamentares fora do país está em alta. O que se espera agora é como o Conselho de Ética vai se posicionar diante dessa situação.



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