Prefeito de Pedro do Rosário usa tarifaço de Trump como justificativa para adiar pagamento a servidores
- Alexandre Ferreira
- 7 de ago.
- 2 min de leitura
O prefeito de Pedro do Rosário, Toca Serra, justificou o adiamento de pagamentos a servidores locais citando a nova tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros, gerando indignação entre os trabalhadores.

O prefeito de Pedro do Rosário, Toca Serra, resolveu inovar na lista de justificativas pra adiar pagamento. Disse, sem piscar, que a culpa é do tarifaço de 50% que o Donald Trump botou em cima de produtos brasileiros. Segundo ele, isso vai diminuir exportação, reduzir arrecadação da União e, por tabela, cortar repasse pro município. É a economia global virando desculpa local. Servidor que espere, porque agora o salário depende da política externa americana.
O efeito dominó maranhense
No papel que mandou pro sindicato, Toca Serra desenhou um efeito dominó: taxa nos EUA → exportação cai → arrecadação federal despenca → município fica sem verba. Uma lógica que, pra muitos, parece mais roteiro de filme do que conta pública. Afinal, Pedro do Rosário não tá exatamente no mapa das exportações americanas. Mas o prefeito garantiu que a tal tarifa tem impacto direto no caixa da cidade, mesmo sem dizer qual produto local tá no meio dessa história.
Revolta e ironia sindical
O SINTASPMPR não perdoou. Chamou a justificativa de absurda e insulto à inteligência dos servidores. Lembrou que a prefeitura já vinha enrolando pagamentos de direitos como quinquênio e promoções, e que jogar culpa no Trump é só mais uma cortina de fumaça. O sindicato ainda ironizou: se a moda pega, qualquer notícia ruim lá fora vira motivo pra folha atrasar. Imagina o que vai acontecer se o café subir em Paris ou se nevar em Washington.
O salário na mão de Trump
Pro servidor municipal, a história é surreal. Trabalha o mês inteiro e ainda precisa torcer pra relação Brasil–EUA estar de boa. É como se a vida financeira de Pedro do Rosário tivesse amarrada à cotação do dólar e ao humor do Trump. Enquanto isso, a insatisfação cresce, porque o dinheiro que deveria circular no comércio local tá parado. A expectativa é que o prefeito troque o discurso internacional por ação concreta e pague o que deve.



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