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Polícia Federal investiga senador Ciro Nogueira por vínculos com empresário de apostas após viagem à Europa

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 18 de jul.
  • 2 min de leitura

A Polícia Federal pediu ao STF autorização para investigar o senador Ciro Nogueira por ligações com o empresário de apostas Fernando Oliveira Lima, após revelações sobre uma viagem em jatinho e transferências financeiras suspeitas.


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A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sua relação com o empresário Fernando Oliveira Lima, o Fernandin OIG, que é dono da One Internet Group. A informação foi revelada pela Revista Piauí. O pedido, que está sob sigilo, foi distribuído no gabinete da ministra Carmen Lúcia no final de maio. O senador não se manifestou até agora, e a PF afirmou que não comenta investigações em andamento. O STF, por sua vez, não encontrou processos recentes sobre Nogueira, mas alertou que a ação pode estar em segredo.


Viagem e Polêmica


Na mesma época, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) pediu a exclusão de Nogueira da CPI das Bets, alegando que ele teria viajado em um jatinho de Fernandin OIG para a França, onde assistiu ao Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. A Revista Piauí também trouxe à tona que relatórios da CPI revelam transferências de R$ 625 mil de Fernandin OIG para um ex-assessor de Ciro, que, por sua vez, depositou R$ 35 mil na conta do senador. Nogueira disse que o valor era reembolso de um hotel na Itália, enquanto os R$ 625 mil seriam pelo pagamento de um relógio de luxo.


Denúncias e CPI


O pedido da PF ao STF é um desdobramento das investigações da CPI, que reuniu dados enviados por Soraya Thronicke à Procuradoria-Geral da República. Em junho, os senadores rejeitaram o relatório final da CPI, que pedia o indiciamento de influenciadores e empresários, incluindo Fernandin OIG. O relatório afirmava que ele usou contratações para publicidade como fachada para esconder a origem de recursos de jogos de azar não regulados. Os senadores que votaram contra foram Angelo Coronel, Eduardo Gomes, Efraim Filho e Professora Dorinha.


Depoimento e Mercado de Apostas


Em depoimento à CPI, Fernandin OIG comentou que o Jogo do Tigrinho é mal visto por conta de empresas clandestinas que manipulam algoritmos e ficam com a maior parte do dinheiro das apostas. Ele se comprometeu a apresentar um estudo sobre essas práticas e negou ser o dono do Jogo do Tigrinho no Brasil. O governo estima que existem cerca de 5,2 mil sites de apostas ilegais no país. A situação está esquentando e a investigação promete trazer mais revelações sobre o cenário das apostas no Brasil.


 
 
 

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