Polícia Federal Investiga Pastor Silas Malafaia por Supostas Ações Contra o STF e Tentativas de Golpe
- Alexandre Ferreira
- 18 de ago.
- 2 min de leitura
A inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal levanta polêmicas sobre supostas ações contra o STF e tentativas de sanções internacionais. Malafaia nega as acusações e critica a investigação como perseguição política.

A Polícia Federal (PF) colocou o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no meio de uma investigação que começou em maio. O foco é apurar ações que supostamente vão contra o Supremo Tribunal Federal (STF), autoridades e agentes públicos. Além do pastor, o inquérito também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. O ministro Alexandre de Moraes, que cuida do caso, acredita que essas ações tentam atrapalhar o processo em que Bolsonaro é acusado de tentar dar um golpe.
Pronunciamento do Pastor
No dia 14 de agosto, Malafaia usou suas redes sociais para criticar a investigação, chamando-a de “perseguição política”. Ele disse que respeita a PF, mas acredita que algumas partes da corporação estão “a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”. O pastor ficou chateado por saber da inclusão no inquérito pela imprensa e não por notificação oficial. Ele questionou: “Como eu não sou notificado e a Globo sabe antes? Isso é uma vergonha”.
Resposta a Acusações
Malafaia também se defendeu das acusações de buscar sanções internacionais contra o Brasil, afirmando que não fala inglês e não tem contatos fora do país. Ele negou ter cometido qualquer crime, afirmando que suas críticas a Moraes são apenas questionamentos sobre a lei. O pastor disse que suas manifestações são baseadas em fatos e que não tem medo de investigações: “Pode vir do jeito que vocês quiserem, pode investigar. Querem calar os opositores”.
Comparações e Apelos
Em um vídeo, Malafaia comparou a atuação da PF a práticas da Gestapo e da KGB, alertando que o Brasil está se aproximando da “venezuelização”. Ele se declarou disposto a se posicionar com firmeza, afirmando que não vai se calar. O pastor chamou o inquérito de “farsa de pseudogolpe” e fez um apelo aos parlamentares e ministros do STF, questionando a situação da democracia no país. Ele deixou claro que não teme prisão nem investigações políticas, prometendo que não vai se deixar intimidar.



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