PGR Recomenda Prisão Domiciliar Humanitária para General Augusto Heleno por Problemas de Saúde e Idade
- Alexandre Ferreira
- 29 de nov.
- 2 min de leitura
A Procuradoria-Geral da República recomendou a prisão domiciliar humanitária para o general Augusto Heleno, de 78 anos, condenado por sua participação em uma trama golpista e diagnosticado com Alzheimer.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) fez uma recomendação ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos, ganhe prisão domiciliar humanitária. Ele foi condenado a 21 anos por envolvimento em uma trama golpista e, segundo a defesa, sofre de Alzheimer. O general está preso desde a última terça-feira no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde cumpre pena em regime fechado.
Condições de Saúde do General
A defesa do general Heleno informou que ele é acompanhado psiquiatricamente desde 2018. Em dezembro de 2024, o diagnóstico de demência mista, que combina Alzheimer e problemas vasculares, foi documentado. Além disso, ele já tinha um histórico de transtornos depressivos. Ao ser avaliado na prisão, o general relatou perda de memória significativa e a médica que o atendeu constatou que ele estava em bom estado geral, mas com sinais vitais normais.
Pedido de Prisão Domiciliar
A defesa argumentou que o cumprimento da pena em regime fechado pode agravar a saúde do general, considerando sua idade e as comorbidades. O advogado pediu a concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários, reforçando a necessidade de cuidados adequados para a condição de saúde do militar. O diagnóstico de demência foi confirmado em janeiro deste ano, o que justifica ainda mais o pedido.
Situação dos Outros Condenados
Enquanto isso, outros envolvidos na trama golpista estão em diferentes locais. Jair Bolsonaro, por exemplo, está em uma sala na Superintendência da PF, com infraestrutura confortável. Já generais como Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira estão em salas especiais no Comando Militar do Planalto. Outros, como o ex-ministro Braga Netto, estão em celas especiais com boas condições. Já Mauro Cid cumpre pena em regime aberto, enquanto Alexandre Ramagem está foragido em Miami.



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