PF apreende R$ 122 mil em operação que investiga fraude em Timbiras
- Alexandre Ferreira
- há 2 horas
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A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 122 mil em espécie durante a Operação Pedras Frias, que investiga suspeitas de fraude em licitações com recursos federais em Timbiras, no Maranhão. A ação teve como alvo residência de ex-prefeito, empresa e a própria prefeitura.

Durante o cumprimento de mandados da Operação Pedras Frias, agentes da Polícia Federal estiveram na residência do ex-prefeito de Timbiras, Dr. Antônio Borba. No local, foram encontrados aproximadamente R$ 122 mil em dinheiro vivo. O valor foi apreendido e encaminhado para análise, podendo servir como elemento de prova nas investigações. A presença de grandes quantias em espécie levanta suspeitas sobre possível relação com contratos públicos investigados, reforçando a linha de apuração conduzida pelas autoridades federais.
Empresa investigada teve documentos recolhidos
Os policiais também cumpriram diligências na sede da empresa Pinheiro Serviços e Comércio, registrada em nome de Adriano Ricardo de Sousa Pinheiro. No endereço, foram apreendidos documentos administrativos e registros considerados relevantes para o inquérito. O material será examinado para verificar possíveis vínculos com contratos públicos e indícios de irregularidades. A suspeita central envolve fraude em processos licitatórios financiados com recursos federais destinados ao município.
Prefeitura entrou no foco das investigações
A sede da Prefeitura de Timbiras também foi alvo da operação, com apreensão de documentos relacionados ao procedimento licitatório investigado. Os investigadores buscam identificar possíveis irregularidades, incluindo manipulação de editais e favorecimento de empresas específicas. A coleta de provas diretamente nos órgãos públicos é considerada essencial para reconstruir o processo administrativo e verificar se houve participação de servidores ou agentes políticos nas supostas fraudes.
Contratos milionários estão sob suspeita
A Operação Pedras Frias é um desdobramento da Operação W.O., iniciada em 2023, que apontou indícios de direcionamento de licitações. Segundo a investigação, uma empresa teria vencido todos os 167 itens licitados, totalizando cerca de R$ 7 milhões em contratos públicos. A hipótese é de que servidores e outros envolvidos tenham atuado para beneficiar previamente a empresa vencedora. O avanço da operação busca responsabilizar os envolvidos e proteger recursos públicos federais.



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