Pesquisa revela que apenas 51,2% das crianças em Imperatriz estão em aleitamento materno exclusivo
- Alexandre Ferreira
- 18 de ago.
- 2 min de leitura
Uma pesquisa em Imperatriz (MA) revela que apenas 51,2% das crianças menores de seis meses estão em aleitamento materno exclusivo, evidenciando desafios enfrentados por mães e profissionais de saúde.

Uma pesquisa feita nas unidades básicas de saúde de Imperatriz (MA) mostrou que só 51,2% das crianças com menos de seis meses estão recebendo aleitamento materno exclusivo (AME). Esse número é preocupante e mostra que precisamos de ações mais fortes para incentivar a amamentação. Além disso, 41% das mães relataram dificuldades, como dor, pega errada, pouca produção de leite e até recusa dos bebês em mamar.
Pesquisa e Colaboração
A pesquisa foi conduzida pelo pesquisador João Rodrigo Araújo da Silva, do campus avançado Bom Jesus da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), com apoio da Fapema. O estudo, chamado “Conhecimentos e prática dos profissionais de saúde sobre aleitamento materno na atenção primária à saúde”, teve a colaboração da bolsista Kethlen Pereira e orientação da professora Floriacy Stabnow. Ele investigou tanto as dificuldades das mães quanto a atuação dos profissionais de saúde no processo de amamentação.
Impacto das Mamadeiras
Outro dado importante que saiu da pesquisa foi sobre o uso de mamadeiras e chupetas, que atrapalham o aleitamento exclusivo. Apenas 5% das crianças menores de seis meses que usavam mamadeira conseguiam continuar com AME, o que mostra como esses bicos artificiais fazem diferença. Além disso, o tipo de parto também influencia: 92,2% das mães que tiveram parto normal conseguiram amamentar na primeira hora, enquanto nas cesarianas, esse número foi de 85,5%.
Compromisso com a Saúde
João Silva destacou que o estudo também revelou falhas na formação dos profissionais de saúde, que não abordam bem o tema da amamentação durante o pré-natal e pós-parto. A pesquisa, com apoio da Fapema, faz parte de uma política pública para fortalecer a ciência e a saúde no Maranhão. A Fapema, junto com o Governo do Maranhão, lançou a campanha Agosto Dourado 2025, que reforça a importância do aleitamento materno como uma estratégia essencial para a saúde pública e o futuro do estado.



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