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Operação mira grupo criminoso que aplicava golpes amorosos e extorsão sexual

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Uma mulher foi presa em São Luís durante operação contra uma organização criminosa investigada por sextortion, extorsão sexual praticada pela internet. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Paraná com apoio da SEIC, também cumpriu mandados em outros quatro estados brasileiros.

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), uma mulher suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em sextortion, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em São Luís e contou com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). O inquérito é conduzido pela Polícia Civil do Paraná, responsável pela investigação principal sobre o esquema criminoso que atuava em diferentes estados brasileiros.


Mandados em cinco estados

Além da prisão realizada no Maranhão, a operação também cumpriu cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em cidades dos estados do Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Norte e Paraíba. As diligências aconteceram em Santa Maria de Jetibá, Jandaia, Ielmo Marinho e João Pessoa. Segundo os investigadores, a quadrilha utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar dinheiro obtido por meio dos golpes aplicados contra vítimas pela internet.


Papel da suspeita no esquema

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, a mulher presa em São Luís fazia parte do grupo conhecido como “conteiros”, pessoas responsáveis por emprestar ou fornecer contas bancárias para ocultar valores ilícitos. As investigações apontam que essas contas já apareceram em diversos boletins de ocorrência registrados em diferentes regiões do país. O objetivo era dificultar o rastreamento do dinheiro obtido através da prática criminosa.


Como funcionava o golpe

As investigações revelaram que uma vítima da cidade de Palmas, no Paraná, foi abordada por um perfil falso chamado “David Green”. O criminoso usava fotos já identificadas em golpes internacionais e fingia ser médico oncologista em missão da OTAN na Síria. Após conquistar a confiança da vítima e receber fotos íntimas, o suspeito passou a ameaçar divulgar o material caso não recebesse novos pagamentos. O prejuízo ultrapassou R$ 60 mil, incluindo uma exigência adicional de R$ 20 mil.

 
 
 

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