Operação da PF mira prefeito de Estreito, Léo Cunha, por desvios de R$ 50 milhões do Fundeb
- Alexandre Ferreira
- 22 de ago.
- 2 min de leitura
O prefeito de Estreito, Léo Cunha, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 21, em uma investigação sobre desvios de R$ 50 milhões do Fundeb. Bens foram apreendidos e a operação envolve outros políticos e servidores.

O prefeito de Estreito, Léo Cunha (PL), virou notícia após uma operação da Polícia Federal, realizada na quinta-feira (21). Durante a ação, os agentes apreenderam bens do prefeito, incluindo dinheiro e um celular. Até o momento, Léo não se manifestou sobre a situação. A operação faz parte da 'Operação Lei do Retorno', que investiga desvios de recursos do FUNDEB, que somam cerca de R$ 50 milhões, entre 2021 e 2025, através de licitações fraudulentas.
Ação da PF em Estreito
Os policiais estiveram na Prefeitura de Estreito e na casa de Léo Cunha, onde encontraram valores em dinheiro e um celular. A operação não se limitou apenas a Estreito; foram cumpridos 94 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Maranhão, como Imperatriz e Timon, além de Fortaleza, no Ceará. Até agora, a PF já apreendeu mais de R$ 2,5 milhões em dinheiro, cheques e veículos. A investigação é extensa e envolve muitos nomes conhecidos da política local.
Alvos da investigação
Além do prefeito, a operação também mira a deputada Daniella (PSB) e seu namorado, Fábio Gentil, ex-prefeito de Caxias e atual secretário de Agricultura e Pecuária do Maranhão. Na casa do casal, a PF encontrou bens valiosos, incluindo um cheque de R$ 350 mil. Outros alvos incluem a prefeita de Buriti Bravo, Luciana Borges Leocádio (MDB), e vários ex-secretários de Caxias. Os crimes apurados vão de formação de quadrilha a corrupção e podem resultar em penas de até 52 anos de prisão.
Defesas e posicionamentos
As defesas de Daniella e Fábio Gentil se manifestaram, afirmando que não há indícios de irregularidades em suas atuações. A assessoria de Daniella ressaltou que ela confia na justiça e que sua atuação parlamentar é transparente. Fábio também se pronunciou, destacando que sua conduta é ética e que sua prestação de contas foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado. O governo do Maranhão se limitou a afirmar que a operação não está relacionada à atuação de Fábio na Sagrima, mas sim ao período em que foi prefeito de Caxias.



Comentários