NY Times: Lula quer respeito nas negociações com Trump
- Alexandre Ferreira
- 30 de jul.
- 2 min de leitura
Em entrevista ao The New York Times, o presidente Lula discute a imposição de tarifas pelo governo americano e reafirma a posição do Brasil em negociações, pedindo respeito e diálogo nas relações comerciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista ao jornal The New York Times, onde comentou sobre as negociações para evitar o aumento das tarifas que o governo americano impôs ao Brasil. Lula recebeu os jornalistas no Palácio da Alvorada, na terça-feira (29), e deixou claro que está levando esse assunto a sério. Ele pediu respeito nas tratativas, afirmando que seriedade não significa ser subserviente. O presidente quer ser tratado com a mesma consideração que dá aos outros.
Tratativa Séria
Lula enfatizou que o Brasil não vai negociar como se fosse um país pequeno diante de um grande. Ele reconhece a força econômica, militar e tecnológica dos Estados Unidos, mas isso não o amedronta. Para ele, o Brasil tem seu valor e não vai se deixar intimidar. O presidente quer que o diálogo seja respeitoso e equilibrado, sem que o Brasil se sinta inferior nas negociações.
Diálogo Frustrante
O presidente também falou sobre as tentativas de diálogo com os Estados Unidos. Ele revelou que já foram feitas 10 reuniões com o Departamento de Comércio americano e que enviou uma carta em 16 de maio, pedindo uma resposta. Porém, a única resposta que recebeu foi através do site do presidente Trump, anunciando as tarifas. Isso deixou Lula frustrado, pois ele esperava um tratamento mais diplomático.
Crítica ao Comportamento de Trump
Lula criticou o comportamento do presidente Trump, afirmando que ele se desviou das normas de negociação e diplomacia. Para ele, em caso de desentendimentos comerciais ou políticos, o certo seria marcar uma reunião e discutir o problema, e não simplesmente impor tarifas. O presidente brasileiro acredita que a forma como as negociações estão sendo conduzidas não é a mais adequada e espera que haja uma mudança nessa abordagem.



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