Novo dinossauro: Descoberta histórica com participação maranhense
- Alexandre Ferreira
- há 4 horas
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O maranhense Rafael Lindoso, professor do IFMA, foi o único brasileiro na equipe internacional que descobriu uma nova espécie de dinossauro carnívoro no deserto do Saara, África. O estudo, publicado na revista Science, contou com 29 cientistas e colocou o Maranhão em destaque na paleontologia global.

A nova espécie de dinossauro carnívoro descoberta no deserto do Saara, na República do Níger, recebeu o nome Spinosaurus mirabilis. Vestígios fósseis indicam que o animal viveu há cerca de 95 milhões de anos e tinha características únicas, como uma crista craniana em formato de cimitarra e adaptações que sugerem hábitos semi-aquáticos. A publicação desses achados na revista Science coloca o estudo entre os mais importantes da paleontologia atual.
2. A participação de Rafael Lindoso
O professor Rafael Lindoso, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), foi o único pesquisador brasileiro convidado a integrar a equipe de 29 cientistas de vários países. Sua participação envolveu a contribuição de dados osteológicos detalhados e análises filogenéticas que ajudaram a compreender as relações evolutivas da nova espécie. Este é o primeiro trabalho de um pesquisador do IFMA publicado na Science.
3. A colaboração com Paul Sereno
O paleontólogo Paul Sereno, da Universidade de Chicago e responsável pela liderança da pesquisa, convidou Lindoso a coautorar o estudo após uma expedição científica ao Maranhão em 2025. A colaboração internacional ampliou a base comparativa de fósseis para análise e permitiu que o material africano fosse interpretado à luz de dados comparativos de dinossauros carnívoros, incluindo achados maranhenses.
4. Impacto para a ciência e para o Maranhão
A visibilidade da descoberta na Science pode atrair mais investimentos e atenção para a ciência no Maranhão, além de fortalecer laços entre instituições internacionais e brasileiras. Para a paleontologia local, a participação de Lindoso representa um marco de reconhecimento global e um incentivo para futuras pesquisas científicas no estado.



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