"Não Basta Dizer que é de Direita": diz Lahesio Bomfim sobre Yglésio e Mical
- Alexandre Ferreira
- 27 de nov.
- 2 min de leitura
A política maranhense é marcada por nuances e alianças que frequentemente desafiam rótulos ideológicos. Essa complexidade veio à tona em um podcast recente do ex-deputado Rogério Cafeteira, onde o pré-candidato Lahesio Bomfim foi questionado sobre a aparente incoerência dos deputados Yglésio Moises e Mical Damasceno.

O pré-candidato Lahesio Bomfim, em sua análise, não hesita em reconhecer a inteligência do deputado Yglésio Moises, mas prontamente aponta uma "contraditoriedade" na postura dos parlamentares citados. A essência do seu argumento é que, na política atual, não basta apenas "falar que é de direita". O povo não é "burro" e demonstra uma capacidade de discernimento cada vez mais apurada, identificando claramente quem pertence à direita e quem não pertence. Para Bomfim, o eleitorado está atento aos atos concretos dos políticos, e não apenas às suas palavras. Esta observação sugere que a fidelidade ideológica deve ser comprovada por meio de votações e posicionamentos que reflitam, de fato, os princípios conservadores ou liberais usualmente associados ao campo da direita. A base desta crítica reside na percepção de que o apoio a um governo de outra matriz ideológica anula a autodeclaração.
O Peso do Voto no ICMS e as Alianças com o Passado
O ponto de maior impacto na crítica de Lahesio Bomfim está diretamente ligado a uma votação crucial na Assembleia Legislativa do Maranhão: o aumento do ICMS. O pré-candidato lembrou que os deputados mencionados, Yglésio Moises e Mical Damasceno, votaram a favor desse aumento. Bomfim enfatiza que essa decisão terá um "peso muito grande" contra "essas pessoas que se dizem de direita", pois o aumento de impostos é frequentemente visto como uma medida contrária aos princípios liberais e de menor intervenção estatal defendidos pela direita. Além disso, o candidato sublinha que, ao dar sustentação a um governo que é a continuidade da gestão anterior (Flávio Dino), os deputados estariam se desassociando da real pauta da direita. A crítica é clara: as ações concretas, como o voto em medidas fiscais e o apoio político a uma gestão de viés diferente, falam mais alto do que o rótulo ideológico adotado.
Eleitorados Consolidados Versus a Vigilância da Direita
Apesar das críticas ideológicas e da denúncia de incoerência, Lahesio Bomfim faz um reconhecimento pragmático da realidade política. Ele admite que os deputados Yglésio Moises e Mical Damasceno possuem "seus eleitorados consolidados" e que, por essa razão, serão "reeleitos com muita facilidade". Esse reconhecimento da força eleitoral aponta para a eficácia do trabalho de base e da representação que os parlamentares exercem em suas regiões, independentemente das críticas ideológicas feitas por outros grupos de direita. Contudo, o pré-candidato encerra sua análise com um aviso severo: "a direita não é burra". Essa frase final serve como um ultimato, indicando que, embora a reeleição possa ser garantida por bases locais, a direita mais ampla e ideologicamente engajada está observando e avaliando essas alianças e votos. Isso sugere uma possível rachadura ou desconfiança dentro do próprio campo ideológico.



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