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MP aponta deputada Edna Silva como peça central em esquema no MA

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 23 de mai.
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Maranhão aponta a deputada estadual Edna Silva como integrante central de um suposto esquema criminoso instalado na Prefeitura de Buriticupu. A parlamentar é acusada de atuar na blindagem patrimonial e circulação de recursos desviados dos cofres públicos.

Segundo as investigações do Ministério Público do Maranhão, a deputada estadual Edna Silva integrava o chamado “Núcleo Político” da organização criminosa investigada em Buriticupu. Casada com o prefeito João Carlos Teixeira, também alvo da operação, ela seria responsável por dar aparência legal aos recursos desviados da administração municipal. A denúncia afirma que a parlamentar atuava diretamente na sustentação política e patrimonial do grupo investigado pelas autoridades.


Investigação cita movimentação milionária

De acordo com o Ministério Público, um dos principais indícios levantados envolve um repasse superior a R$ 1 milhão realizado por Edna Silva ao prefeito João Carlos Teixeira. Os investigadores afirmam que os valores seriam incompatíveis com a renda formal apresentada nos autos do processo. Outro ponto citado na investigação envolve uma caminhonete Toyota Hilux registrada no nome da deputada e posteriormente transferida para um empresário investigado sem comprovação de pagamento pela negociação.


Justiça impõe medidas cautelares

Apesar de não ter sido afastada do mandato parlamentar, Edna Silva passou a cumprir uma série de restrições determinadas pela Justiça do Maranhão. A decisão autorizou buscas e apreensões em imóveis ligados à deputada, além da coleta de celulares, computadores e documentos. Ela também está proibida de frequentar órgãos da Prefeitura de Buriticupu e de manter contato com investigados, operadores financeiros e testemunhas do caso, exceto o próprio marido.


Deputada vira ré por lavagem de dinheiro

O Ministério Público denunciou Edna Silva pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A Justiça aceitou a denúncia e tornou a parlamentar ré no processo. O órgão também pediu o confisco de mais de R$ 1 milhão do patrimônio da deputada devido à suposta incompatibilidade financeira identificada nas investigações. Edna Silva foi a única denunciada dispensada do uso de tornozeleira eletrônica entre os investigados atingidos pela operação.

 
 
 

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