Ministério da Saúde descredencia 9.180 farmácias do Programa Farmácia Popular; 24 mil permanecem ativas
- Alexandre Ferreira
- 6 de ago.
- 2 min de leitura
O Ministério da Saúde descredenciou 9.180 farmácias do Programa Farmácia Popular, após a obrigatoriedade de renovação do credenciamento. A medida visa garantir a qualidade do atendimento e o uso correto dos recursos públicos.

O Ministério da Saúde fez um anúncio que pegou muita gente de surpresa. Nessa segunda-feira (4), foi revelado que 9.180 farmácias foram descredenciadas do Programa Farmácia Popular. A razão disso é que essas unidades não renovaram seu cadastro ou não apresentaram a documentação necessária. O credenciamento estava parado desde 2018, e agora, com a volta da renovação obrigatória, a situação ficou mais rígida.
O que rolou com o recadastramento?
O processo de recadastramento foi feito com a ajuda da Caixa Econômica Federal e terminou no dia 31 de julho. As farmácias que não se adequaram às exigências acabaram sendo desligadas do programa. Além desse grupo, outras 5 mil farmácias foram suspensas por suspeitas de irregularidades. Esse monitoramento é bem rigoroso, avaliando 25 indicadores, como a frequência na retirada de medicamentos e o uso correto dos CPFs.
Benefícios continuam para muitos
Apesar dessas mudanças, não precisa se preocupar, pois ainda temos 24 mil farmácias credenciadas. Elas estão oferecendo 41 tipos de medicamentos e insumos de saúde de graça. Só no primeiro semestre de 2025, quase 22 milhões de pessoas foram atendidas, e a expectativa é que esse número chegue a 26 milhões até o fim do ano. Então, mesmo com as exclusões, o programa continua ajudando muita gente.
O que é o Programa Farmácia Popular?
O Programa Farmácia Popular foi criado lá em 2004 e permite que a população retire medicamentos gratuitamente para tratar doenças crônicas. Além das farmácias privadas, também é possível pegar remédios nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os medicamentos disponíveis incluem aqueles para hipertensão, diabetes, asma e até contraceptivos e fraldas geriátricas. Em fevereiro deste ano, o governo anunciou que o tratamento para essas doenças seria 100% gratuito.



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