Michelle sinaliza que aceita ser vice de Tarcísio em 2026
- Alexandre Ferreira
- 1 de dez.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sinalizou a aliados que estaria disposta a concorrer como vice-presidente da República em 2026, compondo chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A movimentação ocorre depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro começou a cumprir pena em regime fechado. A ideia seria manter a influência do clã Bolsonaro no poder.

Michelle passou a indicar informalmente a pessoas próximas que aceitaria o posto de vice-presidente em uma chapa liderada por Tarcísio nas eleições de 2026. O gesto marca mudança de rota — até então seu plano era disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. O movimento surge pouco após a prisão de Jair Bolsonaro e reflete cálculo político do clã.
Motivações do grupo Bolsonaro
Para os aliados, ter alguém da família na chapa presidencial seria forma de preservar o legado Bolsonaro e manter influência no futuro governo. Há receio de que, sem um membro do clã, Tarcísio possa crescer sozinho politicamente, deslocando a relevância da família. Para muitos, Michelle reúne atributos simbólicos — familiaridade com o eleitorado bolsonarista e laços com a “marca” Bolsonaro — que fortaleceriam a chapa.
Dúvidas, restrições e o ambiente político
Embora a movimentação ganhe força, há quem questione se Michelle tem peso político suficiente para carregar uma chapa presidencial. Além disso, parte do partido e do entorno político considera que sua presença como vice poderia dificultar alianças com grupos de centro, por causa da polarização que o nome carrega. Por fim, não há confirmação oficial da chapa. Tanto o apoio formal quanto a decisão dependem de negociações internas e do papel futuro de Jair Bolsonaro nas articulações.



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