Mega incêndio em Hong Kong: ao menos 55 mortos e 279 desaparecidos
- Alexandre Ferreira
- 27 de nov.
- 2 min de leitura
Um incêndio de enormes proporções atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, na quarta-feira (26/11/2025). Até agora, pelo menos 55 pessoas morreram, 279 estão desaparecidas e centenas foram resgatadas — o pior desastre urbano na cidade em décadas. A tragédia acendeu o alerta sobre segurança em prédios em reformas e uso de materiais inflamáveis.

O fogo começou por volta das 14h51 (horário local), em estruturas de andaimes de bambu e telas de proteção que envolviam o prédio em reforma. A partir dali, as chamas se espalharam com extrema rapidez e atingiram sete das oito torres de 31 andares do complexo. O local abrigava cerca de 4,6 mil moradores, distribuídos em quase 2 mil unidades habitacionais. O incêndio foi classificado como de nível 5 — o mais grave — e considerado o mais mortal na região em décadas.
Balanço: mortos, desaparecidos no incêndio em Hong Kong
Até a manhã desta quinta-feira, as autoridades confirmaram pelo menos 55 mortes, incluindo um bombeiro. Há também dezenas de feridos e muitos resgatados com vida. Segundo o governo, 279 pessoas seguem desaparecidas — muitos moradores que podem estar presos nos andares superiores dos prédios ainda inacessíveis. Mais de 900 pessoas foram desalojadas e levadas a abrigos de emergência.
Suspeitas, prisões e reações do governo
A polícia de Hong Kong prendeu três executivos da empresa responsável pela reforma do edifício — dois diretores e um consultor — sob suspeita de homicídio culposo. Há fortes indícios de que a propagação rápida do fogo se deve ao uso de materiais altamente inflamáveis, como espuma de poliestireno (“isopor”), além de andaimes de bambu e telas externas que não respeitavam normas de resistência ao fogo. O chefe de governo local ordenou inspeções imediatas em todos os prédios públicos em reforma, enquanto uma força-tarefa anticorrupção investiga possíveis irregularidades no contrato de renovação.
Impacto social e repercussões imediatas
A tragédia deixou milhares de pessoas desabrigadas e reacendeu o debate sobre segurança predial e regulamentação de obras em Hong Kong. A divulgação de vídeos e relatos de moradores presos no interior dos prédios, sem aviso de evacuação ou funcionamento adequado de alarmes, gerou revolta pública e protestos por justiça e reparação. A promessa de apoio do governo e de um fundo de auxílio às vítimas vem acompanhada de exigência de mudanças na fiscalização de obras e adoção de normas mais rígidas de segurança — sob risco de que tragédias como esta se repitam.



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