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Maranhenses Estavam entre os 563 Trabalhadores em Condições Análogas à Escravidão em Usina de Etanol no MT

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 8 de ago.
  • 2 min de leitura

Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Ministério do Trabalho resgatou 563 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Mato Grosso, após incêndio em alojamentos. As investigações revelaram graves violações de direitos trabalhistas na obra da TAO Construtora, onde os empregados enfrentavam condições degradantes e insalubres.


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Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e a Polícia Federal fez um grande resgate em Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso. Eles encontraram 563 trabalhadores em condições parecidas com a escravidão na obra da TAO Construtora. A situação foi descoberta após um incêndio em alojamentos no dia 20 de julho, que expôs as condições de trabalho degradantes na construção de uma usina de etanol da 3tentos. As investigações mostraram que os trabalhadores, principalmente do Maranhão, Piauí e Pará, viviam em péssimas condições.


Condições Deploráveis


Os alojamentos eram um verdadeiro caos. Os trabalhadores dormiam em quartos quentes, dividindo um ventilador entre quatro pessoas. O que eles tinham de cama era um lençol fino em cima de colchões velhos e ruins. Não havia travesseiros, fronhas ou roupas de cama decentes. Para piorar, a superlotação era tanta que alguns precisavam dormir no chão, debaixo das mesas, quando não havia camas disponíveis. A situação só piorou com a falta de energia elétrica, que deixava os trabalhadores sem água para beber e se higienizar.



Situação Crítica


No dia do incêndio, a situação chegou ao extremo. A empresa teve que usar caminhões-pipa para buscar água do Rio Tapirapé, mas a água era turva e imprópria para consumo. A falta de água e energia por dias fez com que as condições de vida se tornassem insustentáveis, culminando na destruição dos alojamentos e de parte da panificadora. As inspeções também mostraram que as normas de segurança estavam sendo completamente ignoradas, com trabalhadores expostos a riscos e sem equipamentos adequados.


Irregularidades e Consequências


Além das péssimas condições de trabalho, os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas. Muitos trabalhavam até 22 horas por dia e aos domingos, com horas extras pagas de forma irregular. Além disso, muitos foram aliciados por intermediários e acabaram pagando suas passagens do próprio bolso. Após o incêndio, a empresa teve que alojar os trabalhadores em hotéis, e muitas demissões ocorreram. O Ministério Público do Trabalho está em negociações com a empresa para garantir o pagamento das rescisões e a correção das irregularidades encontradas. As investigações continuam e novas inspeções podem acontecer.


 
 
 

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