Maranhense trata lesão medular com polilaminina e avança em casa
- Alexandre Ferreira
- há 6 horas
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O estudante maranhense de Agronomia Hector Lucena, de 26 anos, iniciou em casa o tratamento com polilaminina após perder os movimentos das pernas em um acidente de moto. A substância experimental, desenvolvida pela UFRJ, já mostra pequenos avanços em sua respiração e sensibilidade desde a cirurgia realizada em Imperatriz.

Hector Lucena, de Balsas (MA), passou por aplicação de polilaminina para tratar uma lesão na medula espinhal causada por um acidente de moto em novembro de 2025. Após a cirurgia no Hospital Alvorada, em Imperatriz, ele recebeu alta e começou a reabilitação em casa. O estudante relatou melhora na respiração e na sensibilidade, mantendo esperança de caminhar novamente.
O que é polilaminina e como atua no organismo
A polilaminina é uma forma estabilizada da proteína laminina, produzida em laboratório para imitar componentes naturais do corpo que auxiliam na comunicação entre neurônios. Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro investigam seu potencial de estimular a regeneração de tecidos nervosos após lesões na medula espinhal.
Papel da reabilitação no processo de recuperação
Após receber polilaminina, Hector iniciou sessões de fisioterapia, consideradas essenciais para a evolução do tratamento. Especialistas reforçam que o processo é lento e exige disciplina, constância e paciência, pois os exercícios estimulam o corpo a responder gradualmente e fortalecem funções motoras e respiratórias.
Ciência brasileira e expectativa de futuro
O desenvolvimento da polilaminina representa um avanço científico no Brasil, com anos de pesquisa para criar terapias capazes de regenerar lesões na medula espinhal. Embora ainda em fase experimental e sem uso clínico amplo aprovado, casos como o de Hector e de outros pacientes reforçam a esperança de tratamentos mais eficazes no futuro.



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