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Lula permite a venda de medicamentos em supermercados e nova lei impulsiona planos do Grupo Mateus

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

O presidente Lula sancionou a lei que permite a venda de medicamentos em supermercados, desde que em farmácias internas. A medida abre um mercado bilionário e já mobiliza empresas como o Grupo Mateus, que estuda estratégias para entrar no setor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a comercialização de medicamentos dentro de supermercados, desde que em farmácias estruturadas nesses espaços. A norma altera a legislação de 1973 e cria um novo modelo para o varejo nacional. A medida permite que grandes redes ampliem seus serviços e disputem espaço com farmácias tradicionais, aumentando a capilaridade da distribuição de medicamentos em todo o país.


Regras garantem controle e segurança

A legislação estabelece que os medicamentos devem ser vendidos exclusivamente em áreas segregadas, proibindo a exposição em gôndolas comuns. Também exige a presença de farmacêutico durante todo o funcionamento e impõe controle rigoroso na dispensação, principalmente para remédios de uso restrito. As normas seguem padrões sanitários já aplicados ao setor, buscando garantir segurança ao consumidor mesmo com a ampliação dos pontos de venda.



Grupo Mateus entra no radar

Com a nova lei, o Grupo Mateus já se movimenta para explorar o mercado farmacêutico. A empresa pretende usar sua estrutura logística a partir do Armazém Mateus e avalia parcerias estratégicas para viabilizar a operação. Entre as possibilidades está uma joint venture com a AS&J Holding, mirando distribuição e venda de medicamentos. A iniciativa segue tendência adotada por outras redes e reforça a expansão do grupo no varejo.


Mercado bilionário e novas disputas

O setor farmacêutico movimenta cifras expressivas no Brasil, com a indústria gerando mais de R$ 138 bilhões em 2025 e o varejo superando R$ 158 bilhões no ano anterior. A entrada de supermercados tende a intensificar a concorrência e ampliar o acesso aos produtos. Além disso, a lei permite o uso de plataformas digitais para logística e entrega, o que pode acelerar a transformação do setor nos próximos anos.

 
 
 

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