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Lula manda fazer pente-fino em indicações ligadas a Alcolumbre

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A derrota de Jorge Messias no Senado abriu uma nova frente de tensão entre Lula e Davi Alcolumbre. Mesmo evitando um rompimento direto, o Planalto decidiu reagir. O governo iniciou um mapeamento de cargos ligados ao presidente do Senado e prepara mudanças no terceiro escalão federal.

Lula decidiu manter aberta a ponte de diálogo com Davi Alcolumbre, mas autorizou uma reação política após a derrota de Jorge Messias para o STF. O presidente encarregou José Guimarães, novo articulador político do governo, de levantar cargos ligados ao senador dentro da máquina federal. A triagem envolve postos ocupados por indicados de Alcolumbre em órgãos de Brasília e do Amapá. A intenção do Planalto é identificar aliados e possíveis adversários eleitorais antes de promover exonerações estratégicas.


Derrota histórica no Senado

A rejeição de Jorge Messias representou um duro revés para Lula e entrou para a história política recente do país. O Senado barrou o indicado ao STF por 42 votos contra 34, algo que não acontecia havia mais de um século. Nos bastidores, aliados do governo atribuem a derrota à forte articulação de Davi Alcolumbre junto a setores do centrão e da oposição. O episódio expôs fragilidade na articulação política do Planalto e aumentou o clima de desconfiança entre governo e Congresso Nacional.



Estratégia sem ruptura

Apesar da irritação no núcleo do governo, Lula optou por não radicalizar contra Alcolumbre. A avaliação no Planalto é de que um confronto direto poderia dificultar ainda mais votações importantes no Senado. Por isso, a estratégia escolhida mistura pressão política e preservação institucional. A ideia é promover uma “faxina” inicial nos cargos controlados pelo grupo do senador, mas sem fechar completamente os canais de negociação. A linha moderada contraria aliados do presidente que defendiam uma retaliação mais dura e imediata.


Pacheco no radar do TCU

Enquanto o clima segue tenso em Brasília, Alcolumbre já atua em outra frente de poder. O presidente do Senado articula a indicação de Rodrigo Pacheco para uma vaga no Tribunal de Contas da União. A movimentação depende da saída de Bruno Dantas, que deve deixar o TCU para assumir posição na iniciativa privada. Pelo regimento, a cadeira aberta poderá ser preenchida por escolha do Senado, cenário que fortalece o poder de articulação de Alcolumbre. Lula queria Pacheco disputando o governo de Minas, mas vê o aliado cada vez mais distante desse projeto político.

 
 
 

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