Lahésio expõe encontro em que foi humilhado por Flávio Dino
- Alexandre Ferreira
- 30 de nov.
- 2 min de leitura
O pré-candidato Lahésio Bonfim relatou um encontro tenso com o ex-governador do Maranhão, Flávio Dino — então no poder — em que se sentiu humilhado e terminou saindo da reunião indignado. Segundo Lahésio, a hostilidade partiu de Dino ao questionar sua presença, o que motivou uma reação firme e imediata. O episódio revela um gesto de rompimento simbólico que marcaria o fim de qualquer proximidade.

Lahésio conta que, recebido para uma reunião no Palácio quando Flávio Dino governava, levou ofícios e documentos importantes. No entanto, o governador o recebeu com tom ríspido, questionando: “O que você está fazendo aqui?”. A justificativa de Lahésio — representar seu município e cobrar ações — foi ignorada. O ambiente, que deveria ser formal e cordial, tornou-se hostil: companheiros presentes pareciam apreensivos, sem sorrisos ou reações. Achei que era brincadeira, relembra ele, mas percebeu logo que Dino falava sério.
A decisão de sair — e a reação de Dino
Sentindo-se desrespeitado, Lahésio levantou-se da mesa para sair. Nesse momento, Dino teria dito ao então vice-governador Carlos Brandão: “Olha Brandão: teu prefeito não tem educação. Passa seis meses para ser recebido e sai levantando da mesa.” Sem se intimidar, Lahésio retrucou: “Não governador, eu vou me sentar de novo — continua a humilhação.” Mesmo depois da tentativa de intimidação, manteve sua postura: preferiu sair, rasgando os ofícios, e afirmou que, enquanto Dino governasse, não voltaria ao Palácio.
O fim simbólico de uma aliança política
Após o embate, o chefe da Casa Civil teria pedido que Lahésio respeitasse o governador — sem sucesso. Lahésio respondeu: “Quem quer respeito, dá respeito.” Ele revela que o episódio ficou guardado, e só veio à tona recentemente por conta de um pedido de Carlos Brandão que temia que sua divulgação poderia prejudicar a imagem do governo, especialmente diante de outras polêmicas envolvendo Flávio Dino. A história marca uma ruptura declarada: seis meses sem audiência, mais três anos e meio sem retorno — e o compromisso de nunca mais retornar ao Palácio enquanto Dino estivesse governador.



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