Justiça do Maranhão nega exame de sanidade a mulher acusada de envenenar ovo de Páscoa que matou crianças
- Alexandre Ferreira
- 15 de jul.
- 2 min de leitura
A Justiça do Maranhão rejeitou o pedido de exame de sanidade mental de Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar um ovo de Páscoa que matou duas crianças e deixou a mãe em estado grave. O crime ocorreu em abril em Imperatriz.

A Justiça do Maranhão negou o pedido da defesa de Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, para fazer um exame de sanidade mental. Ela é acusada de envenenar um ovo de Páscoa que causou a morte de duas crianças e deixou a mãe delas em estado grave. O crime aconteceu em abril, em Imperatriz. Durante a audiência realizada no Fórum Henrique de La Roque Almeida, o juiz não viu indícios de que Jordélia não compreendesse seus atos. Ela responde por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
DEPOIMENTO DE MIRIAN LIRA
Mirian Lira, mãe das crianças e sobrevivente do ataque, participou da audiência por videoconferência. Ela contou que vinha recebendo ameaças desde que começou a namorar o ex-marido de Jordélia. Também estavam presentes, de forma virtual, o mototaxista que entregou o ovo, o irmão de Mirian e colegas de trabalho. A avó das crianças, Francisca Lira, relembrou uma ligação que recebeu de Jordélia no dia da entrega, onde a acusada só questionou se o ovo tinha chegado e não revelou sua identidade.
LAUDOS CONFIRMAM VENENO
As investigações da Polícia Civil revelaram que o ovo de chocolate estava contaminado com chumbinho, um pesticida usado ilegalmente. O laudo do Instituto de Criminalística confirmou a presença da substância tanto no doce quanto nos corpos das crianças e nos pertences de Jordélia, que foram apreendidos na prisão. Evely morreu em 23 de abril, vítima de falência múltipla dos órgãos, e Luiz Fernando faleceu cinco dias depois. Mirian, que acreditava que o ovo era uma promoção, foi internada em estado grave.
PLANEJAMENTO DO CRIME
De acordo com a polícia, Jordélia planejou o crime com antecedência. Ela saiu de Santa Inês e foi até Imperatriz, usando óculos escuros e uma peruca. Comprou o ovo em uma loja de chocolates e enviou para a casa das vítimas por um motoboy. Usou um nome falso e fez check-in em um hotel com crachás falsificados. Após a entrega do ovo envenenado, voltou para Santa Inês de ônibus e foi presa ao desembarcar, com perucas, restos de chocolate e o bilhete da viagem em mãos.



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