Justiça Afasta Diretoria da FMF por Irregularidades e Nomeia Interventora para Transparência e Reformas
- Alexandre Ferreira
- 5 de ago.
- 2 min de leitura
O juiz Douglas de Melo Martins afastou a diretoria da Federação Maranhense de Futebol, incluindo o presidente Antônio Américo, após denúncias de irregularidades financeiras. Susan Lucena Rodrigues assume como interventora por 90 dias, visando transparência e nova eleição.

O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, tomou uma decisão importante na noite de segunda-feira (04). Ele afastou toda a diretoria da Federação Maranhense de Futebol (FMF), incluindo o presidente Antônio Américo, e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF), que é presidido por Sílvio Arley Brito Fonseca. Essa medida foi tomada após um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apontou irregularidades na gestão dessas instituições. Susan Lucena Rodrigues foi nomeada interventora da FMF por 90 dias.
Intervenção na FMF
Susan Lucena Rodrigues, atual diretora da Casa da Mulher Brasileira, vai ter a missão de fazer um levantamento completo da situação da FMF e do IMF. Ela terá autonomia para organizar as finanças, garantir a transparência e preparar um novo processo eleitoral para a FMF. O objetivo é que tudo seja feito com a participação dos clubes filiados e que as informações sejam amplamente divulgadas. Essa intervenção é uma tentativa de colocar ordem na gestão do futebol maranhense.
Suspensão de Atas
Além do afastamento da diretoria, a Justiça suspendeu as atas das Assembleias Gerais da FMF que ocorreram em janeiro de 2025. Essas assembleias tratavam da aprovação das contas do exercício de 2024 e de uma reforma estatutária. O juiz determinou que os réus devem divulgar todos os atos institucionais, estatutos, balanços financeiros e prestações de contas dos últimos cinco anos. Essa medida visa garantir que a população tenha acesso às informações sobre a gestão da FMF e do IMF.
Irregularidades Apontadas
A decisão do juiz vem um mês após o MPMA ter ajuizado uma Ação Civil Pública, onde foram apontadas diversas irregularidades na gestão da FMF e do IMF. O Ministério Público destacou a falta de transparência, já que a FMF não apresentou documentos obrigatórios em seu site. Além disso, foi identificada uma confusão patrimonial e o IMF, que deveria gerenciar recursos, não está cumprindo suas funções, servindo apenas como um "braço financeiro" da Federação. O caso mostra a necessidade de uma reforma na gestão do futebol no Maranhão.



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