Janja rebate Silas Malafaia durante encontro de evangélicos do PT
- Alexandre Ferreira
- 9 de jun.
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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, rebateu críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia durante evento do PT voltado ao público evangélico. Em discurso nesta segunda-feira (8), ela defendeu encontros com mulheres evangélicas e afirmou que toda mulher merece respeito e atenção.

Durante participação no Encontro Nacional de Evangélicos do PT, a primeira-dama Janja respondeu diretamente às críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre reuniões promovidas por ela com mulheres evangélicas. Ao comentar declarações do líder religioso, Janja afirmou que ele desmereceu participantes dos encontros ao dizer que as reuniões não contavam com mulheres de expressão no meio evangélico. A fala ocorreu diante de lideranças políticas, parlamentares e representantes religiosos ligados ao Partido dos Trabalhadores.
Declaração gerou repercussão
Em tom duro, Janja criticou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o discurso, ela afirmou que considera importante ouvir mulheres de diferentes realidades e destacou que todas merecem atenção e respeito. A primeira-dama declarou que os encontros possuem valor independentemente do número de participantes ou da projeção pública das convidadas, reforçando a importância do diálogo com o segmento evangélico feminino.
Crítica de Malafaia foi em 2025
A declaração rebatida pela primeira-dama foi dada por Silas Malafaia em entrevista concedida em 2025 ao portal Metrópoles. Na ocasião, o pastor afirmou que os encontros promovidos por Janja não reuniam mulheres influentes no universo evangélico. Desde então, integrantes do governo passaram a citar o episódio como exemplo da resistência enfrentada pelo Palácio do Planalto na tentativa de ampliar o diálogo com parte da comunidade evangélica brasileira.
Governo tenta aproximação religiosa
Nos últimos meses, Janja intensificou agendas voltadas ao público evangélico, incluindo visitas a cultos, entrevistas em canais religiosos e encontros com lideranças do segmento. O movimento faz parte da estratégia do governo Lula para reduzir a rejeição entre evangélicos, grupo que segue crescendo no país. Dados recentes mostram que boa parte desse eleitorado ainda desaprova a gestão federal, cenário que mantém o segmento como um dos principais desafios políticos do governo.



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