Júri condena Jordélia a mais de 66 anos por ovo de Páscoa envenenado
- Alexandre Ferreira
- 24 de jun.
- 2 min de leitura
A condenação de Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão trouxe alívio à dona de casa Mirian Lira Rocha, mãe de Luiz Fernando, de 7 anos, e Evillyn Fernanda, de 13, mortos após consumirem um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz, no Maranhão.

A dona de casa Mirian Lira Rocha afirmou que a decisão do Tribunal do Júri de Imperatriz representa um alívio para a família, que aguardava a responsabilização desde o início do processo. Para ela, a condenação de Jordélia Pereira Barbosa é uma forma de ver a Justiça cumprida e de honrar a memória dos filhos, Luiz Fernando Rocha Silva e Evillyn Fernanda Rocha Silva.
Condenação em Imperatriz
Jordélia Pereira Barbosa foi condenada pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz a 66 anos, 8 meses e 7 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A Justiça reconheceu o duplo homicídio qualificado consumado contra as duas crianças e a tentativa de homicídio qualificado contra Mirian, que também ingeriu o alimento, foi internada em UTI e sobreviveu.
Crime e motivação
Segundo a denúncia, Jordélia enviou o ovo de Páscoa envenenado à casa de Mirian por meio de um mototaxista. O crime ocorreu em abril de 2025, em Imperatriz, e teria sido motivado por ciúmes e vingança, já que Jordélia era ex-namorada do então companheiro de Mirian. O caso teve forte repercussão no Maranhão e em todo o país.
Memória e reparação
Além da pena de prisão, a Justiça fixou indenização mínima por danos morais. Mirian deverá receber 100 salários mínimos, enquanto ela e o pai das crianças deverão receber, juntos, outros 400 salários mínimos. Em meio à dor, Mirian destacou que os filhos eram crianças cheias de vida, sonhos e projetos, interrompidos de forma cruel.



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