Indicação de Jorge Messias para o STF gera crise entre Planalto e Senado
- Alexandre Ferreira
- 22 de nov.
- 2 min de leitura
A indicação do Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou forte atrito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, descontente por não ter sido consultado. A movimentação resultou em ruptura com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e leva a base petista a temer que Messias não alcance os 41 votos necessários para aprovação na Casa.

O nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi indicado para a vaga no STF sem que o Senado, liderado por Alcolumbre, tivesse sido previamente avisado. Alcolumbre, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco, avaliou o episódio como um “desconsiderar” à Casa e reagiu com sinalização de resistência à aprovação.
Os desdobramentos políticos imediatos
Após a indicação, Alcolumbre passou a pautar projetos sensíveis ao governo, como a aposentadoria de agentes de saúde, como forma de demostrar insatisfação. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, assumiu a coordenação da aprovação de Messias, mas o desgaste elevou os riscos da sabatina e da votação no plenário da Casa.
O placar para Jorge Messias preocupa o Planalto
Para que Jorge Messias seja aprovado no Senado como ministro do STF, ele precisa de ao menos 41 votos favoráveis. Fontes da base governista já reconhecem que poderá haver dificuldade para alcançar esse número, devido à irritação de Alcolumbre e à recepção fria de alguns aliados.
Impactos sobre a governabilidade e o Judiciário
A escolha de Messias representa, para o Palácio do Planalto, uma tentativa de garantir maior segurança jurídica ao governo. Por outro lado, o desgaste no Senado e o uso da indicação como pressão política fragilizam a relação entre Executivo e Legislativo, levantando dúvidas sobre o equilíbrio institucional e as articulações para 2026.



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