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Governo aposta em empréstimos para conter alta das passagens

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 23 de abr.
  • 2 min de leitura

O Conselho Monetário Nacional aprovou uma nova linha de crédito para companhias aéreas com recursos do Fnac. A medida busca reduzir impactos do aumento do combustível, evitar alta imediata das passagens e garantir fôlego financeiro ao setor diante do cenário internacional adverso.


O Conselho Monetário Nacional aprovou a concessão de empréstimos para capital de giro às companhias aéreas, utilizando recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil. O limite pode chegar a R$ 2,5 bilhões por empresa, com o objetivo de garantir liquidez ao setor em um momento de pressão de custos. A iniciativa integra um conjunto de medidas do governo para sustentar a operação das empresas diante de choques externos recentes.


Condições e funcionamento dos empréstimos

A linha de financiamento prevê remuneração de 4% ao ano ao fundo, acrescida de encargos definidos pelas instituições financeiras. O prazo total de pagamento pode chegar a 60 meses, incluindo até 12 meses de carência. Os recursos poderão ser liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ou por bancos habilitados, mantendo o risco de crédito com essas instituições, sem transferência direta ao fundo.


Sem garantia do Tesouro Nacional

Um dos pontos centrais da medida é a ausência de aval do Tesouro Nacional. Isso significa que não há cobertura direta de recursos públicos em caso de inadimplência, reduzindo o impacto fiscal da política. Segundo o governo, o modelo busca equilibrar apoio ao setor com responsabilidade fiscal, evitando subsídios adicionais e mantendo as condições financeiras das operações dentro de parâmetros de mercado.


Impacto nos preços e no mercado

A decisão tem como foco evitar o repasse imediato da alta do querosene de aviação para os consumidores. O combustível é um dos principais custos operacionais das companhias e tem sido pressionado por fatores internacionais, como conflitos no Oriente Médio. Ao ampliar o acesso ao crédito, o governo tenta estabilizar o setor e preservar a oferta de voos, além de reduzir impactos sobre tarifas e demanda.

 
 
 

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