Flávio Bolsonaro aciona STF contra Lula por falas em discurso
- Alexandre Ferreira
- 12 de jun.
- 2 min de leitura
O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma notícia-crime ao STF contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação acusa o petista de ameaça e incitação ao crime após declarações feitas durante discurso em Goiás no início de junho.

O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, apresentou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação acusa o chefe do Executivo dos crimes de ameaça e incitação ao crime por declarações feitas durante um discurso em Catalão, no estado de Goiás. Na petição, os advogados do parlamentar pedem a abertura de inquérito para investigar as falas do presidente e avaliar possíveis consequências jurídicas do episódio.
Discurso motivou reação da defesa
A ação judicial faz referência a um discurso em que Lula criticou integrantes da família Bolsonaro e mencionou a figura histórica de Joaquim Silvério dos Reis, conhecido por delatar Tiradentes durante a Inconfidência Mineira. Segundo a defesa de Flávio Bolsonaro, a fala associou indiretamente o senador à imagem de “traidor da pátria”, sugerindo punição semelhante à aplicada historicamente. Os advogados sustentam que o discurso ultrapassou os limites do debate político.
Defesa cita ameaças nas redes sociais
Os advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro afirmam que, após o pronunciamento presidencial, houve aumento de ameaças e mensagens violentas contra Flávio Bolsonaro e familiares nas redes sociais. Segundo a petição apresentada ao STF, publicações com conteúdo ofensivo e ameaçador alcançaram milhões de visualizações. A defesa argumenta que o caso possui relevância institucional por envolver declarações do presidente da República.
Embate político cresce de olho em 2026
A notícia-crime intensifica os embates políticos entre Lula e Flávio Bolsonaro, apontados como possíveis adversários na disputa presidencial de 2026. O senador cumpre agenda política no Pará, onde voltou a defender endurecimento das leis de segurança pública, incluindo propostas como ampliação do sistema prisional, redução da maioridade penal e classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou a ação no STF.



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