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Ex-secretário de Flávio Dino: Ricardo Cappelli ganha força em proposta de órgão anticrime do PT

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 13 de nov.
  • 2 min de leitura

Uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) propõe a criação de um novo órgão federal dedicado ao enfrentamento do crime organizado, com o nome do Ricardo Cappelli cotado para sua liderança. O movimento surge depois de pesquisas internas indicarem que a insegurança pública compromete a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode dificultar sua reeleição em 2026. No debate estão tanto a recriação do Ministério da Segurança Pública como a criação de uma Secretaria Nacional de Combate ao Crime Organizado vinculada à Presidência.

Ricardo Cappelli ao lado de Flávio Dino

O cenário de segurança pública vem sendo apontado como um vexame político para o governo de Lula, que vê sua popularidade afetada pela sensação de insegurança crescente. Uma reportagem divulgou que “a piora na agenda de segurança pública e o recuo nas pesquisas levaram uma ala do PT a articular a criação de um órgão específico de combate ao crime organizado”. A iniciativa demonstra que, para o partido, não basta reagir com leis endurecidas: é necessário uma instituição mais visível e simbólica para assinalar mudança no enfrentamento às facções.


As propostas em discussão no PT

Duas linhas de construção surgem no debate interno: a recriação do Ministério da Segurança Pública ou a instituição de uma secretaria nacional vinculada diretamente à Presidência. A proposta reconhece a necessidade de centralizar competências e articular melhor União, estados e municípios, frente à expansão do crime organizado. A alternativa de uma secretaria ligada à Presidência visaria dar mais força política ao combate, ao passo que recriar o ministério implicaria em mais estrutura própria voltada exclusivamente à segurança pública.


A escolha de Ricardo Cappelli e a ligação com Flávio Dino

Visto por petistas como o nome mais adequado para liderar o novo órgão, Ricardo Cappelli, ex-secretário de Flávio Dino — hoje ministro do STF — ganhou projeção nacional ao comandar a intervenção na segurança do Distrito Federal em 2023. Sua trajetória amplia seu peso técnico e simbólico dentro da proposta, reforçando a intenção do governo de sinalizar mudança concreta no enfrentamento ao crime organizado.


Os riscos, desafios e o horizonte eleitoral

Apesar de a proposta visar fortalecer a imagem de Lula para 2026, o caminho não está isento de riscos. A simples criação de um órgão não garante resultados imediatos no terreno da segurança — setores da sociedade esperam impacto real e rápido. Além disso, existe resistência no Congresso a reformas estruturais da segurança pública — por exemplo, a Projeto de Lei 5582/25 que cria a figura penal de facção criminosa ainda enfrenta obstáculos. Para que a iniciativa tenha êxito eleitoral e de gestão, o PT e o governo precisam articular alianças, definir claramente a nova estrutura e demonstrar avanço visível na redução da criminalidade organizada.

 
 
 

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