EUA, Israel e Ucrânia: Brasil no Centro de uma Tempestade Diplomática
- Alexandre Ferreira
- 27 de jul.
- 2 min de leitura
O Brasil enfrenta uma crise diplomática com Ucrânia e Israel, agravada pelas críticas de Lula às guerras envolvendo esses países e pela adesão ao processo contra Israel na Corte Internacional. Ao mesmo tempo, lida com tensões comerciais com os EUA após novas tarifas anunciadas por Donald Trump.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, o Brasil vive tensões diplomáticas com a Ucrânia. O governo ucraniano considera a postura brasileira neutra – e, em alguns casos, até pró-Rússia – devido a abstenções em votações na ONU e críticas públicas a Zelensky, chegando a não indicar embaixador em Brasília. Essa ausência é vista por Kiev como um sinal claro de desgaste nas relações bilaterais.
Conflito com Israel
No caso de Israel, a situação se agravou após Lula comparar a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto, chamando a ação de “genocídio”. A reação foi imediata: Israel declarou Lula persona non grata e o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv. O tom usado pelo governo brasileiro ampliou o distanciamento com Israel.
Ação no Tribunal Internacional de Justiça
Além das falas, o Brasil decidiu aderir ao processo aberto pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça contra Israel, acusando o país de genocídio em Gaza. O Itamaraty justificou a decisão usando termos como “masacre” e “uso da fome como arma de guerra”. Essa postura reforçou as críticas a Israel e aprofundou a crise diplomática iniciada em 2024.
Dilema Geopolítico com os EUA
Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta uma disputa com os Estados Unidos devido à ameaça de tarifas impostas por Donald Trump. Enquanto tenta conter essa crise comercial, o governo Lula vê suas relações se deteriorarem com Ucrânia e Israel. O Itamaraty tenta diversificar alianças – como BRICS e Europa –, mas a neutralidade em guerras internacionais tem custado credibilidade e causado isolamento estratégico.



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